Carros que existiram em 2025, mas ninguém se lembrou

Em meio as novidades, estes cinco modelos ficaram nas concessionárias praticamente esquecidos — alguns de forma merecida

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O SUV do Dolphin quase não aparece nas ruas ou no ranking de vendas (Foto: BYD | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
Publicado em 01/01/2026 às 17h00

O ano de 2025 foi marcado pela grande quantidade de lançamentos. Muitos deles, como o Volkswagen Tera, o Honda WR-V e o Jaecoo 7, já chegaram entrando no ranking dos carros mais vendidos. Porém têm carros que estão há mais tempo em linha que ninguém lembrou da existência.

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Muitas vezes a queda em vendas se deve a falta de atualização ou precificação fora da média. Em outros casos é apenas pela concorrência estar tomando todos os holofotes, deixando carros que ainda são bons de escanteio. Confira cinco exemplos para lembrar que eles existem:

1. Jeep Gladiator

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Ela é a picape mais dedicada ao fora de estrada que temos no Brasil (Foto: Jeep | Divulgação)

As caminhonetes estão em alta no Brasil, até mesmo marcas chinesas sem tradição entraram nesse segmento. Já as norte-americanas estabeleceram suas picapes grandes como alternas aos carros de luxo.

Jogada de escanteio está a Jeep Gladiator, que é a alternativa para quem gosta de off-road. Suas vendas foram tão baixas que nem apareceu no top 50 dos comerciais leves, ou seja, emplacou menos de 170 unidades de janeiro a novembro.

Ela conta com eixo rígido na dianteira e na traseira, com bloqueio em ambos, pneus de uso misto, desligamento das barras estabilizadora para aumentar o curso e tração 4×4 com reduzida. O motor é o V6 Pentastar de 284 cv.

A Gladiator permite remover o teto, as portas e rebater o para-brisa, assim como o irmão Wrangler. Talvez o esquecimento dela no mercado seja por causa do apelo bastante específico, o público das caminhonetes importadas estão mais ligados ao luxo que aventuras.

2. Hyundai New Tucson

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Lembra dele? A produção foi encerrada, mas ainda existe em estoque (Foto: Hyundai | Divulgação)

O Hyundai Tucson foi um dos maiores sucessos da marca no Brasil. O grupo Caoa chegou a produzir três gerações do SUV médio simultaneamente em Anápolis (GO). A terceira geração ainda está disponível e foi atualizada no final de 2024.

O New Tucson está uma geração atrás do modelo global, mas oferece um pacote interessante por R$ 199.490 diante dos outros SUVs médios. A idade aparece em detalhes como a ausência do pacote ADAS, no painel analógico e a tela pequena da central multimídia.

Sob o capô está o motor 1.6 TGDI a gasolina, que trabalha com o câmbio de dupla embreagem. Ambos são de uma geração anterior a do conjunto usado pelo Creta topo de linha, que custa mais caro e vem mais bem equipado.

A Caoa já encerrou a produção do New Tucson, o modelo segue disponível por estar encalhado no estoque. Com o fim desse SUV, toda a gama da Hyundai disponível no Brasil será produzida ou importada pela representação oficial da marca, o grupo Caoa seguirá apenas nas marcas Chery, Changan e Subaru.

3. Nissan Versa

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Ele é bonito, espaçoso e confiável, mas está na lanterna do segmento (Foto: Nissan | Divulgação)

Apesar do sucesso dos SUVs, o brasileiro segue gostando dos sedãs compactos. Eles ainda são a escolha de muitas famílias ou de quem precisa do carro para trabalhar, por vir com um porta-malas grande e ter manutenção barata.

Modelos como o Fiat Cronos, Volkswagen Virtus, Chevrolet Onix Plus, Hyundai HB20S e Honda City ainda possuem vendas significativas. Já o Nissan Versa parece estar completamente esquecido no mercado.

O Versa tem alguns atributos que o público mais conservador valoriza, como o motor aspirado, o bom porta-malas e bancos confortáveis. Seu desenho também agrada e envelheceu bem.

O seu maior pênalti é em um de seus pontos positivos: o motor 1.6 perdeu potência nas últimas atualizações e entrega 113 cv, com desempenho abaixo da média. Fora os modelos 1.0, ele só super o Cronos 1.3.

Uma atualização profunda do Versa vazou no México, será uma mudança similar a recebida pelo Kicks Play quando virou Kait. Se a Nissan precificar bem e souber divulgar o sedã, ele pode voltar a ser lembrado pelo público.

4. BYD Yuan Pro

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Um SUV do Dolphin tinha tudo para ser sucesso, mas a marca pesou na hora de precificar e fez que o hatch ficasse ainda mais interessante para o cliente (Foto: BYD | Divulgação)

O segmento mais disputado no mercado brasileiro hoje é o dos SUVs compactos. Toda marca que busca sucesso tem um ou até mais modelos nesse filão. Era de se esperar que após o estardalhaço feito pelo BYD Dolphin que a marca iria emplacar junto o seu SUV, o Yuan Pro.

Mas não foi isso que aconteceu, o modelo estreou em 2024 e até está com vendas baixas. A Fenabrave contabiliza o compacto Yuan Pro junto do médio Yuan Plus, que somaram 5.555 emplacamentos de janeiro a novembro. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), 4.398 unidades foram do modelo compacto.

Isso coloca ele como o SUV compacto menos vendido do Brasil. É fácil entender esse volume baixo, o Yuan Pro é uma escolha ruim até dentro da BYD: o Dolphin GS tem autonomia maior e volume similar no porta-malas. Já o Dolphin Plus é mais potente, tem autonomia maior e porta-malas mais volumoso. Ambos hatches custam menos que o SUV.

Outra falha do Yuan Pro é não ter pacote ADAS, algo que é padrão nos SUVs compactos de sua faixa de preço e no irmão Dolphin Plus. Para finalizar, seu preço é maior que o do rival Omoda E5.

5. Renault Oroch

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Ela virou uma boa opção para o trabalho pesado, mas a concorrente é apenas o carro mais vendido do país (Foto: Renault | Divulgação)

A Renault criou o segmento de picapes derivadas de SUVs compactos com a Oroch. Para o seu azar, a Fiat lançou a Toro seis meses depois com um desenho muito bem acertado, porte maior, interior mais caprichado e opção de motor diesel.

Em 2022 foi realizado um face-lift na Oroch, cujo maior destaque foi o painel redesenhado para ficar próximo ao do novo Duster. A Renault foi esperta em reposicionar o modelo como competidor da Fiat Strada, pois assim ela se destaca por usar motor 1.6, câmbio de seis marchas, ter cabine mais espaçosa e capacidade de carga maior.

Para quem trabalha com o carro é uma boa opção, já que esse 1.6 de origem Nissan é robusto, a suspensão é alta e a sexta marcha faz o motor girar mais baixo na estada. Mas fica difícil enfrentar o carro mais vendido do Brasil.

A outra picape derivada de SUV que veio para brigar com a Strada, que foi a nova Chevrolet Montana, está vendendo mais que a Oroch. O trunfo dela pode ter sido apostar no público urbano, que deseja um veículo com caçamba mas não precisa muito de um.

O futuro da Oroch é incerto com a chegada da Niagara em 2026. A novidade será maior, com mais tecnologia e foco em enfrentar a Toro diretamente. Já a veterana deverá ser relegada a um veículo de trabalho, o que é reforçado pelo fim da versão 1.3 turbo com câmbio automático.

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