Entenda como funciona o ponto cego e estratégias para evitar acidentes

Confira o que é o ponto cego, onde ele acontece e macetes para reduzi-lo e se prevenir de sinistros de trânsito

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Ajustes no banco, regulagem dos retrovisores e maior atenção são boas estratégias para lidar com o ponto cego (Foto: GWM | Divulgação)
Por Julia Vargas
Publicado em 18/02/2026 às 15h00

O ponto cego está entre os fatores que mais provocam sustos e colisões leves no trânsito. Isso porque carros, motos, bicicletas ou pedestres podem ocupar essas áreas ao redor do veículo sem que o motorista perceba, pois não aparecem nos espelhos, mesmo quando eles estão corretamente regulados.

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Por isso, especialmente durante manobras e mudanças de faixa, é importante estar atento, saber identificar onde essas áreas estão e adotar cuidados básicos para preservar a segurança.

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O que é o ponto cego e onde ele está localizado?

O ponto cego corresponde à região ao redor do veículo que não pode ser visualizada de modo direto pelo condutor, ou seja, não é possível vê-la apenas pelos retrovisores. Ele está presente em todos os automóveis, independentemente do porte ou modelo, e costuma se concentrar nas laterais traseiras, justamente áreas por onde outros veículos podem se aproximar sem serem notados.

Essa limitação decorre tanto do campo de visão humano quanto da própria posição dos espelhos. Mesmo com o ajuste adequado, sempre existirá uma pequena faixa fora do alcance visual. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais conseguiu exemplificar de forma bem didática o paralelo entre a visão do motorista e os veículos que podem ocupar os pontos cegos.

Por esse motivo, conhecer essas áreas e adotar hábitos que compensam essa limitação natural é essencial para dirigir com mais segurança.

Como reduzir o ponto cego ao dirigir?

Algumas medidas simples e práticas de direção consciente ajudam a diminuir consideravelmente o ponto cego e aumentam a proteção no trânsito:

  • Regule corretamente os retrovisores externos: eles devem exibir apenas uma pequena parte da lateral do veículo, ampliando o campo de visão lateral e reduzindo as áreas ocultas;
  • Ajuste a distância do volante: uma postura adequada melhora a visualização dos espelhos e do entorno. Coloque as pernas sobre os pedais e posicione o banco de forma que elas estejam apenas levemente dobradas;
  • Regule a inclinação: seu banco não pode ser nem muito reclinado, nem muito reto, para não criar mais pontos cegos;
  • Atenção à posição do retrovisor interno: para ajustar de forma correta, é preciso que sua cabeça esteja junto ao encosto para regulá-lo de forma que ele mostre o máximo possível do vidro traseiro;
  • Utilize o retrovisor interno com frequência: ele complementa a visão lateral e auxilia no acompanhamento de veículos que se aproximam por trás;
  • Olhe por cima do ombro antes de mudar de faixa: esse movimento simples cobre justamente a região do ponto cego e pode evitar colisões;
  • Redobre a atenção com motociclistas e ciclistas: eles costumam trafegar exatamente nas áreas mais críticas de visibilidade.

Esses cuidados fazem diferença na rotina e permitem antecipar situações de risco, sobretudo em vias com tráfego intenso.

SUVs e picapes exigem cuidado extra

Em veículos maiores, como SUVs e picapes, as áreas de ponto cego tendem a ser maiores em razão da altura da carroceria e do desenho dos pilares traseiros.

Embora a posição elevada do motorista favoreça a visão frontal, ela pode dificultar a percepção lateral e traseira — principalmente em manobras de estacionamento ou trocas de faixa.

Para minimizar esse efeito, é recomendado:

  • Abrir um pouco mais o ajuste dos retrovisores externos;
  • Usar o retrovisor interno com regularidade;
  • Instalar, se possível, espelhos convexos adicionais para ampliar o campo de visão.
  • Redobrar a atenção com motos e veículos mais baixos, que podem desaparecer com mais facilidade no campo visual de automóveis maiores.

Motociclistas sofrem com ponto cego

Além de representarem um ponto de atenção, pois se escondem facilmente nas áreas que não tem visibilidade, as motos também apresentam pontos cegos graças a dois fatores complicadores:

  •  O próprio capacete diminui a visão periférica do condutor, pois tem um campo de visão limitado.
  • Além disso, é  comum que os motoristas dificultem a visão ao instalar retrovisores menores, diferentes dos originais.

Atenção continua sendo o principal recurso, mas existem recursos que ajudam

O ponto cego é uma limitação inevitável, mas pode ser administrado com atenção e boas práticas ao volante. Tomar as medidas mencionadas anteriormente, manter postura adequada e observar constantemente o entorno são atitudes simples que diminuem a probabilidade de colisões e aumentam a segurança.

Além disso, nos modelos mais recentes, a tecnologia também pode ser de grande ajuda. O alerta de ponto cego surge como um aliado: por meio de sensores, o sistema identifica a aproximação de veículos nas áreas não visíveis e emite avisos visuais ou sonoros.

Porém, esse dispositivo não deve ser uma ‘muleta’ para o motorista, mas atuar apenas como complemento e nunca como substituto da atenção.

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