Consórcio ou financiamento: escolha o melhor para você

As duas modalidades de compra a prazo têm vantagens e desvantagens e o AutoPapo explica quais são elas

Por AutoPapo 14/12/17 às 15h06

Hoje, o consumidor pode optar, basicamente, duas modalidades para comprar um carro a prazo: consórcio ou financiamento. Mas qual é melhor? A resposta é simples, mas depende do objetivo do comprador e podem se resumir em uma simples equação: custo x tempo. O primeiro não tem taxa de juros, mas requer paciência do comprador. Já o financiamento permite colocar as mãos no carro novo imediatamente, mas custa mais caro para o consumidor.

Consórcio ou financiamento? Cada um tem suas vantagens e desvantagens

Financiamento

Como já dissemos, quando há dúvida sobre consórcio ou financiamento, lembre-se que a vantagem do segundo é permitir a posse imediata do carro, mas com um custo mais alto.

Pode-se dizer que existem três tipos de financiamento. O primeiro deles é o mais comum, no qual a instituição financeira fornece o crédito com juros normais de mercado. Há também o subsidiado pelos fabricantes, com taxas menores, às vezes até a “taxa zero”. E, por fim, a que garante a recompra do veículo financiado. Nesta última, normalmente, o cliente utiliza o próprio carro para dar entrada na troca por outro zero.

“Essa operação de recompra é muito utilizada em outro países, semelhante ao leasing operacional. É vantajosa, pois o cliente está sempre de carro novo em um período curto de tempo, dependendo da capacidade financeira dele”, explica o presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, Luiz Montenegro.

Ao optar por um financiamento, o consumidor deve observar além da taxa cobrada, o chamado Custo Efetivo da Transação (CET), nos quais estão incluídos taxas e impostos cobrados na operação financeira.

Para Montenegro, para evitar confusão, o que importa mesmo é o valor da parcela.

“Se o cliente, por exemplo, quer comprar um carro de R$ 30 mil e tem R$ 10 mil de entrada, ele deve observar quanto será o valor da prestação e comparar. É basicamente o que as pessoas fazem quando vão comprar uma TV ou uma geladeira, comparam quanto podem pagar”, explica o executivo.

Consórcio

O consórcio é é um grupo de pessoas que se reúne com o mesmo objetivo e usam uma administradora para guardar o dinheiro para uma compra. Quando tem o fundo, há a compra.

“É como uma espécie de crowdfunding. É uma compra programada, para quem faz um planejamento financeiro. Quem tem o imediatismo de comprar o bem, deve procurar o financiamento”, define o presidente regional da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), Bruno Correa Martins.

No consórcio não tem juros, mas sim a taxa de administração, que é cobrada ao longo do período de participação do cliente. Hoje, segundo Martins, esse valor não passa de o,15% ao mês.

O cliente é contemplado, ou seja, recebe a carta de crédito no valor do bem escolhido, por meio de sorteio ou de lance, como em um leilão. Esses dois processos acontecem uma vez por mês. Existem administradoras que aceitam veículos usados como lance, o que pode facilitar a vida de quem está trocando de carro.

Para evitar problemas, o consumidor deve entrar no site do Banco Central e verificar se a administradora é autorizada pela instituição. Nele, também é possível verificar quantas reclamações ela tem.

O presidente regional da Abac também chama a atenção para um golpe envolvendo os consórcios: o de venda de cotas contempladas que simplesmente não existem.

Dica do Boris: se você for muito azarado e não for dar lance, vale mais a pena investir o seu dinheiro na poupança do que no consórcio. Afinal, enquanto no investimento há rendimento, no consórcio há a taxa de administração. E se você só for sorteado nas últimas assembleias, irá perder dinheiro.

Consórcio ou financiamento?

Resumindo: está precisando do carro o quanto antes? O financiamento é a indicação, mas tem um custo mais elevado, mesmo em tempos de queda na taxa de juros. Tem mais prazo e quer se programar? Vá de consórcio.

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1 Comentário
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    Alexandre Gonçalves 15 de dezembro de 2017

    Boa tarde, Boris.
    Isso mesmo.
    Precisa de carro na hora, queima dinheiro e parte para financiamento, vai pagar outro carro de juros.
    Tem tempo mas não guarda dinheiro para pagar a vista, vai de consorcio.
    Mas verificar tudo antes de dar dinheiro, já que aqui é brasil e não suiça!!! infelizmente.

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