A Daimler está investindo pesado no hidrogênio

Grupo inaugura mais um posto de abastecimento e Mercedes GLC F-Cell chega ao mercado no ano que vem

Por Bárbara Angelo26/09/16 às 18h05

A Daimler inaugurou mais um posto de abastecimento de hidrogênio na cidade de Metzingen, Alemanha. Agora são 22 postos de hidrogênio em operação no país em um projeto que conta também com investimentos do governo. O Ministério Federal de Transporte e Infraestrutura Digital da Alemanha dispôs a quantia de €20 milhões para construir 50 postos do combustível alternativo.

O uso de hidrogênio em veículos é uma alternativa de energia limpa, que produz apenas água como rejeito. O gás pode ser queimado em sua forma pura em um motor a combustão, de forma semelhante ao que ocorre com a gasolina. A outra aplicação do hidrogênio é em células de combustível, onde reage com o oxigênio do ar e alimenta veículos elétricos.

A Mercedes-Benz, parte do grupo Daimler, já tem veículos alimentados a célula de combustível desde 2010, quando uma frota de 200 Classe B F-Cell foi colocada para rodar na Europa e Estados Unidos. Embora o número de unidades seja limitado, os veículos foram fabricados em um sistema serial e estão disponíveis ao público para aluguel.


Em 2014, a Mercedes publicou um video com os atores Diane Kruger e Joshua Jackson para demonstrar a autonomia da “fuel cell”, em inglês

Neste ano, a montadora anunciou que produzirá uma versão F-Cell do crossover GLC em 2017. O veículo será um híbrido, podendo ser alimentado com energia elétrica convencional ou célula de combustível. A pilha da célula para o GLC F-Cell, peça central da tecnologia, foi projetada em parceria com a Ford.

O modelo foi apresentado no Salão de Detroit e será vendido, inicialmente, nos Estados Unidos, Alemanha e Japão. A montadora também conta com um ônibus movido a célula de combustível, o Citaro FuelCELL. O protótipo foi desenvolvido em 2009, e depois o modelo foi adotado para uso diário na empresa de transporte Hamburger Hochbahn.

Enquanto Daimler e outros investem no hidrogênio, apontando que precisamos de combustíveis eficientes, que durem muito e cujo reabastecimento seja rápido, há também quem acredite que existam alternativas melhores, como a própria energia elétrica.

Entre as críticas estão o fato de que 95% do hidrogênio usado hoje é retirado do gás metano, uma fonte não renovável; a excessiva liberação de monóxido de carbono no processo de extração do gás; o custo da produção de hidrogênio de forma renovável e também o custo da construção da infraestrutura necessária para manter os veículos em circulação, enquanto veículos elétricos fazem uso da rede elétrica já existente.

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