Confira quais as decisões corretas para manter a sua segurança e evitar prejuízo, além de cuidados essenciais em situações de emergência
O verão chegou e com ele vieram também grandes volumes de chuva que afetaram várias partes do país com alagamentos e enchentes. Isso acendeu um alerta para vários motoristas, já que a combinação de carro e chuva forte pode ser muito perigosa, resultando em veículos arrastados e submersos ou até mesmo em fatalidades.
Por isso, é preciso saber agir da forma correta em cada situação e quais os principais cuidados com o automóvel em caso de grande volume de chuvas. Nesta matéria, você confere o que fazer em cada cenário e oito dicas essenciais para enfrentar essas situações de risco mantendo a sua segurança e, se possível, evitando prejuízos materiais.
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Em períodos de chuva é preciso ficar atento ao volante e programar sua rota antes de sair de casa ou do trabalho. Com chuva, o trânsito fica congestionado devido à pior condição de direção, logo, o risco de ficar preso no engarrafamento e ser pego por uma inundação é enorme.
Por isso, siga os seguintes procedimentos:
Quando o motorista se vê sob uma forte chuva, com situação de alagamento ou enchente, o pânico parece inevitável. Na maioria dos casos, os motoristas tentam proteger o veículo, porém isso pode colocar vidas em risco.
Em primeiro lugar, o foco deve ser manter sua segurança e não correr riscos priorizando bens materiais.
Quando estiver dirigindo em uma tempestade, tome os seguintes cuidados:
Se você for surpreendido por um trecho alagado, em uma rua ou avenida, o primeiro passo é observar. Fique atento ao nível da água e aos demais carros que tentaram atravessar ou que estejam parados no alagamento.
Se a profundidade passar da metade da roda do seu veículo, nem tente passar. Opte por ficar nas partes mais altas da via e espere a inundação diminuir.

Além disso, também não arrisque se o volume de água estiver como um rio corrente, pois carro pode ser arrastado. Redobre a atenção em locais que você não esteja habituado a passar, com canais ou valas, já que o veículo pode ser “sugado” para um rio que esteja “escondido” pelas águas.
Mas, caso o nível esteja abaixo da metade da roda, é possível passar pelo trecho. Certifique-se de seguir estas oito dicas:
Não se importe se tem gente buzinando atrás, antes de encarar o trecho alagado, preste atenção onde é a parte mais alta da via, que geralmente é o centro da rua e o caminho que você deve escolher. Mais uma vez vale dar aquela checada no nível da água nas rodas dos carros que tentaram atravessar para evitar os trechos mais ‘fundos’.
Mantenha a marcha forte e vá devagar: engate a primeira ou segunda marchas, pois o giro estará elevado e o motor irá entregar mais torque, o que garantirá tração nas rodas.
Continue acelerando de forma constante, isso é fundamental pois evita que o motor apague e entre água pelo escapamento. Mantenha o pé no acelerador, de preferência com o ponteiro do conta-giros entre 2.800 e 3.000 rpm. Em carros automáticos, use marcha reduzida “L” ou segure a mais baixa possível nas mudanças sequenciais.
Evite mudar de marchas durante a travessia e nada de virar o volante sem necessidade. Não é aconselhável, ainda, executar acelerações ou frenagens bruscas, isso pode criar marolas na parte alagada e esta “onda” pode atingir outros veículos ou bater em um muro, voltar e pegar o seu carro.

Seguir outro carro que está cortando caminho à frente pode fazer com que você encare o trecho alagado com um menor nível de água. Porém, isso também pode apresentar riscos, pois se ele parar no meio do alagamento, você terá de frear. Com isso, toda aquela água que ele abriu pode virar aquela ‘onda’ mencionada anteriormente e atingir o seu automóvel.
Outros pontos de atenção devem ser caminhões e ônibus. Se algum desses veículos atravessar o alagamento ao lado do seu carro, há grande risco de a onda que eles vão formar na enchente pegar em cheio o seu veículo e até deslocar o automóvel. Por isso, se possível, mantenha distância desses veículos.
Se o carro morreu no meio do alagamento, não tente fazer o motor pegar novamente, pois muito provavelmente entrou água na câmara de combustão. A insistência em ligar o automóvel pode causar o calço hidráulico, que acontece quando a água trava o movimento do pistão dentro do cilindro e quebra, não só o pistão, como a biela e outros componentes do motor.
Mesmo se a água tiver baixado e parecer que está tudo bem com o automóvel, não ceda ao impulso de virar a chave. Com a partida, a água que entrou vai causar um dos danos mais graves que podem ocorrer ao seu automóvel e será necessário fazer uma retífica de motor, que pode custar de R$ 5 mil a R$ 20 mil, dependendo do modelo.
O procedimento correto é acionar a assistência necessária quando estiver seguro.
Depois de superar a enchente, você pode até comemorar, mas nada de sair do carro para contemplar o rio que ficou para trás. Continue rodando com o carro, sem acelerações fortes e com leves pisadas no freio para “secar” as pastilhas.
Se você estiver em um trecho inundado e o nível da água subir de forma imediata e chegar na linha em que começa a porta do veículo, o Corpo de Bombeiros orienta que você abandone o automóvel e busque abrigo em local seguro.
Com profundidade de 50 cm o carro pode começar a flutuar e ser levado pela correnteza. Com nível em 1 metro (nível da cintura de um adulto), a água irá arrastar até veículos grandes como picapes. Assim, aproveite o momento em que o nível ainda permite caminhar em segurança e busque refúgio.
Existe também o risco de o motorista ser surpreendido por um grande volume de água que não dá tempo de fugir. Com água perto das janelas, não abra as portas, pois muitas pessoas acabam sendo levadas pela água, quando o nível está muito alto, provocando afogamentos. Feche as janelas e fique no carro, pois a vedação cria uma caixa de estanque.

Atenção: lembre-se que esse cenário deve ser evitado ao máximo, pois com o nível de água elevado, o carro será levado pela enxurrada e certamente irá colidir com algum obstáculo. Mas caso não haja outra solução, não deixe que água entre na cabine. Aguarde o nível baixar, visualize um local seguro e saia quando o nível estiver na linha da porta.
Mesmo que seu veículo tenha passado aparentemente ileso pelo alagamento, leve-o para uma revisão, pois sistemas como freios, suspensão, transmissão, componentes elétricos e filtros podem ter sido afetados. Sons incomuns, dificuldade ao dar partida, perda de potência, luzes de alerta no painel e odor de umidade no interior podem indicar danos consequentes da chuva e exigem avaliação imediata.
Na hora da revisão, é recomendável:
Há empresas especializadas em higienização de automóveis que foram atingidos por enchentes.
Boa parte dos seguros têm coberturas para os chamados acidentes naturais, como alagamentos, enchentes e quedas de árvores. Isso pode te salvar de um prejuízo, caso você tenha algum tipo de dano no veículo.
Porém, existem cláusulas que invalidam o sinistro caso fique comprovado que o motorista tenha assumido o risco e encarado a enchente de forma inconsequente.
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