Pegando o tubarão a unha

Fiat equipa Toro com motor 2.4 Tigershark e comercializa modelo por R$98.730; picape ganha em desempenho, mas se torna insaciável com relação ao consumo

Por Marcus Celestino15/11/16 às 17h37

Certos casamentos têm tudo para dar certo. A Fiat Toro e o motor 2.4 Tigershark MultiAir Flex 16V, por exemplo, parecem ter nascido um para o outro. O desempenho da picape com o novo propulsor, que gera 186cv de potência e 24,9kgfm de torque (no álcool), é satisfatório. No entanto, sempre tem aquela figura nefasta que gosta de prejudicar um matrimônio harmonioso. Neste caso, o traíra é o câmbio automático de nove velocidades. A transmissão faz com que o utilitário beba demais.

O câmbio, a partir da sexta marcha, tem relações bastante alongadas para tentar otimizar o consumo. Além disso, o veículo conta com Start/ Stop e o motor tem sistema de partida a frio, abdicando do tanquinho. Mesmo assim, nem com toda ajuda, a Toro deixa de ser uma ébria. Em ciclo urbano a picape faz 5,9km/l (álcool) e 8,6km/l (gasolina), enquanto na estrada o modelo bebe 7,4km/l (álcool) e 10,8km/l (gasolina).

Vale frisar que o motor 2.4 Tigershark é fabricado na planta da FCA em Saltillo, no México. De lá também saem os propulsores V8 HEMI 5.7 e o Hellcat 6.2. O Tigershark é construído em alumínio para diminuir peso. O sistema MultiAir2 faz com que o tempo e a abertura das válvulas de admissão variem – melhorando o processo de combustão. Em vez da correia dentada, o eixo do comando de válvulas é acionado por corrente metálica.

(Fiat/Divulgação)

A dirigibilidade da Toro segue praticamente impecável. A direção assistida eletricamente deixa o condutor bastante confortável. Quanto à ergonomia, para o motorista, uma beleza. A posição de dirigir é boa e o assento agrada a gregos e troianos, altos e baixos. O motor 2.4 – que apresenta poucas vibrações, é bom destacar – trabalha bem, mas, quando cheio (na casa das 6000rpm) é um pouco ruidoso. Isso se dá graças ao casamento com a transmissão de nove velocidades. Um câmbio com menos marchas e relações mais curtas daria caldo melhor com relação ao desempenho.

O habitáculo tem bom isolamento acústico e é raro ouvimos a leve “gritaria” do trem de força. Caso acionado o modo de condução Sport, a picape “berra” menos. O problema também pode ser ligeiramente aplacado efetuando as trocas manualmente por meio das aletas no volante. No entanto, a ressonância persiste. Para fechar, no pouco contato que a reportagem do AutoPapo teve com a Toro 2.4 Tigershark, o consumo (em circuito misto) ficou na casa dos 8,1km/l. A picape estava abastecida com gasolina.

(Fiat/Divulgação)

A Toro 2.4 Freedom conta com todos os itens de série da Freedom 1.8 Flex e mais alguns mimos específicos como capota marítima, retrovisores elétricos, brake light, luz de caçamba, sensor de pressão nos pneus, volante em couro com teclas de áudio e aletas para trocas manuais, rodas aro 16’’ e cor exclusiva para a configuração (Branco Polar).

Como opcionais, ainda podem ser adicionados teto solar elétrico, barras longitudinais no teto, faróis de neblina, bancos parcialmente revestidos em couro, sensores de chuva e crepuscular, câmera de ré, rodas de liga leve 17’’, pneus de uso misto e central multimídia Uconnect com tela de 5’’, GPS, Bluetooth, entrada auxiliar, USB. Em termos de segurança, o proprietário ainda pode levar airbags laterais, de cortina e de joelhos (para o motorista).

(Fiat/Divulgação)

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