Brasileiro presidente da Renault e ex-CEO da Nissan é preso no Japão

Carlos Ghosn utilizou ativos da fabricante japonesa para realizar transações pessoais e declarou, por anos, renda inferior à real

Por AutoPapo19/11/18 às 10h55

Foi preso, nesta segunda-feira (19), no Japão, o brasileiro Carlos Ghosn. O executivo, que já foi CEO da Nissan e atualmente presta serviços para o grupo Renault Nissan, é acusado de declarar renda inferior ao valor real e usar de ativos da fabricante japonesa para transações pessoais.

A informação foi divulgada por três veículos da imprensa japonesa, Asahi, Yomiuri e NHK.

Em nota, a Nissan afirmou que pretende retirar o executivo do cargo de presidente do conselho de administração e que já estava investigando Ghosn há meses. A empresa disse, ainda, que “está fornecendo informação aos promotores públicos do Japão e está cooperando com as investigações”.

O brasileiro natural de Porto Velho (RO) foi presidente e CEO da marca japonesa entre 2001 e 2017. Antes do escândalo, o profissional era famoso por ter salvado a Nissan da falência.

Porta-vozes da Renault da França, empresa que ainda preside, e da aliança Renault Nissan Mitsubishi não comentaram as denúncias de violação financeira.

Executivo do grupo Renault Nissan Mitsubishi foi preso, no Japão, por violação fiscal. Brasileiro natural de Porto Velho declarou renda inferior.
Carlos Ghosn em evento da Renault | Divulgação

Desde que a notícia foi revelada pela imprensa, a Renault apresenta queda de 15% no mercado de ações europeu.

Histórico do executivo no grupo Renault Nissan

Executivo do grupo Renault Nissan Mitsubishi foi preso, no Japão, por violação fiscal. Brasileiro natural de Porto Velho declarou renda inferior.
(Nissan/Divulgação)

Ghosn iniciou sua carreira na Michelin, onde atuou de 1985 a 1990. Em 1996, foi nomeado como vice-presidente executivo Renault.

Quando a aliança Renault Nissan foi consagrada, Carlos Ghosn foi contratado como executivo da Nissan. Um ano depois, em 2001, virou presidente da empresa japonesa.

Em três anos de trabalho, a Nissan se recuperou de uma dívida de mais de US$ 20 bilhões e passou a operar com uma margem de lucro acima de 9%.

Atualmente, Ghosn faz parte da gestão das empresas Renault Nissan Mitsubishi.

O executivo não foi o único do setor automobilístico a ser preso recentemente. Em razão dos escândalos ligados ao dieselgate, o presidente da Audi e o chefe da Porsche também foram detidos.

2 Comentários

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  • Hurts 26 de novembro de 2018

    Não é para menos que o Brasil é um país de corrupção e lavagem de dinheiro !!!!!

  • Fabio 19 de novembro de 2018

    Kkk…Voltou a ser brasileiro. É favor, não pedir a extradição.

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