A terceira maior estrada federal do Brasil possui história conturbada e atravessa um cenário que não foi feito para veículos
A BR-230, também conhecida como Transamazônica, virou assunto nas redes sociais devido a uma expedição feita por influencers. Ela é chefiada pelo engenheiro mecânico e preparador Ricardo Freitas, conhecido como Ricardinho ACF, que está ao volante de uma Triton Savana fornecida pela própria Mitsubishi.
A jornada é transmita ao vivo no canal ACF e, com isso, muitos brasileiros descobriram como realmente é a rodovia Transamazônica. Eles também percorreram a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
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Apesar da expedição usar picapes 4×4 e um UTV, o dia a dia da Transamazônica é similar ao das rodovias comuns: muitos caminhões, ônibus, carros pequenos e motos rodam por lá para levar cargas e pessoas. A falta de asfalto dificulta tudo e torna as viagens mais difíceis.

A rodovia Transamazônica começa em Cabedelo na Paraíba e termina em Lábrea, no Amazonas. Em seus 4.260 km de extensão, uma parte considerável é asfaltada, porém estamos falando da parte que corta o Nordeste.
No estado do Pará ela começa a cortar a floresta amazônica e perde o pavimento. O motivo disso está nas próprias características do solo da região: ele é instável e com grandes áreas de alagamento. Quando chove ele vira uma argila espessa.
Existe também o clima local, onde as chuvas são constantes no período entre dezembro e maio. Fora dessa época o solo fica mais seco e o tráfego é menos complicado.
O mesmo vale para a BR-319. O Ministro da Infraestrutura do governo de Jair Bolsonaro, Tarcísio Gomes, chegou a anunciar o asfaltamento de trechos dessa rodovia em 2020. Porém o serviço ainda não foi feito e ainda é alvo de discussões sobre a viabilidade.

A rodovia Transamazônica foi uma das diversas obras realizadas durante o regime militar com o Programa de Integração Nacional. O então presidente Emílio Garrastazu Médici acreditava que a estrada incentivaria o desenvolvimento da região norte e resolveria o problema da seca no nordeste.
O projeto foi conturbado por não existir consenso nem dentro do governo militar. Existiam generais que alertavam sobre o risco do desmatamento e pediam um planejamento mais detalhado.
No final a rodovia Transamazônica foi quase que feita “à força”. As obras foram feitas pelos militares, que não tinham experiência na construção de estrada, ocorreu desmatamento no entorno para estabelecer projetos agropecuários, comunidades locais foram deslocadas de forma forçada e espécies nativas foram mortas.
Hoje em dia essa rodovia ainda é criticada, pois no lugar de trazer progresso acabou facilitando o garimpo clandestino e o desmatamento da região. O desenvolvimento prometido ainda não chegou, pode ter ficado atolado junto dos caminhões.
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Um “repórter” como esse mancha a imagem do site, repórter passa notícias e faz parte ética de seu trabalho ser imparcial. Essa matéria claramente é tendenciosa, tentando trazer justificativas para a não construção da mesma, onde os políticos responsáveis todos esses anos sempre receberam dinheiro do trabalho clandestino, as balsas são todas de uma só empresa, não há fiscalização, e adivinha, tudo vinculados a esquerda.
Nunca li tanta bobagem em tão poucas linhas.
Miami – Key West ,entre outras jamais existiriam por este lunático conceito…
Meu Deus !!!!
Essa estrada foi construida em outros tempos, e já naquela epoca ela suscitava polêmicas e discórdias, inclusive entre os priprios mikitares.
O trecho de floredsra foi um grande erro, e jamais deveria ter sido aberto.
A boa notícia é que dá pra desativar tais trechos em tempo recorde.
É Só não fazer manutenção alguma ali, que a própria floresta completa o resto do serviço.
Mas que reportagem mais tendenciosa e desatualizada. E as pessoas que vivem nos entornos da rodovia não contam? Essas pessoas não merecem conforto e acessibilidade? Papo pra ecochato é ambientalista de iPhone. Uma vergonha isso.
Se solo instável fosse motivo não haveria metrô na cidade do México onde além dos terremotos parte do subsolo é lama, e portanto, muito instável.
Também no Alasca o subsolo é instável e mesmo assim existem várias rodovias asfaltadas por lá.
Procurem outra desculpa porque essa de solo instável não convence.
Foi uma tremenda bola fora do Autopapo.
So complementando o que o colega relatou, hoje existe tecnologia para se corrigir desde um solo para o Agro, até os terrenos para as estradas… Isse narrativa justficativa se chama simplesmente POLITICA.
Exatamente!
Essa conversa que o solo e estável é conversa para boi dormir mais estável é o solo de uma ponte é mesmo assim é construída
Se quiser ver as duas rodovias pode ver também a página do Tiago Noronha ele viajo algumas vezes , não só uma , pela 319 e a 230 de moto , vemos como está as duas br
O grande problema e a nossa classe política que não presta só pensa em roubar.pra que fazer obra aonde só vai beneficiar os mais carentes eles os nossos gloriosos políticos não estão ligando a mínima pra quem precisa desse obra o muitos e muitos anos se o governo realmente tivesse interesse o exército brasileiro que também não vale nada poderia fazer a obra porém esse bando de vagabundos covardes melancias só serve pra atrapalhar a vida do povo brasileiro também com essa obrigatoriedade de quando o rapaz faz 18 anos tem que se alistar dessa porcaria que e um atraso de vida
Se não roubar dá pra asfaltar
A Atchafalaya Basin Bridge (I-10) nos EUA é uma via que tem trechos construídos sobre pântanos alagados e de solo instável. Basta querer que se faz.
O AutoPapo não citou os mais de 20 anos de governo do PT que não fez nada, mas citou os 4 anos de Bolsonaro. Coerência é só para quem faz jornalismo sério.
Tinha que fechar essa maldita rodovia que além de ser um crime ambiental, só levou para a Amazônia grileiros, garimpo ilegal e trafico de madeira.
Em um país de primeiro mundo a rodovia existiria e haveria um desmatamento na parte próxima a rodovia para evitar aproximação de mata e umidade, fariam uma via com extrema qualidade sem muito a se fazer em décadas. A região toda se beneficiária e iria angariar mais investimentos locais e consequentemente empregos. Aqui no Brasil tudo é mimimi e fazem de tudo para aumentar a miséria e a pobreza, enganam o povo todo dia.
Morei nesta região, a conheço desde o início de 1980, transitei muito por aí, é com certeza uma rodovia de extrema importância, nela nasceram muitas comunidades, municípios e o progresso é constante, foi um grande legado do presidente Médice sim, só os que torcem pelo o atraso do Brasil e dos brasileiros é que não a reconhecem a sua importância.
Estive em Cabedelo e em Altamira. Sim, também existe asfalto na região de Altamira. Aliás lá esta o marco do inicio da construção da Transamazônica. E sim, o Exercito tem expertise na construção de estradas e não são superfaturadas. Pelo Brasil todo existem inumeras estradas e outras obras como pontes e ferrovias construidas pelo exército que tem um competentissimo setor de engenharia. Duplicação da BR 116 sul em direção a Pelotas e Rio Grande, no RS. O mesmo da BR 101 entre Paraíba e Pernambuco. Estradas todas que eu vi. E sobre o solo, qualquer engenheiro confirma que existem sem conta de estradas construidas em piores condições ambientais e de solo pelo mundo afora. E sobre progresso, recomendo que o escriba mal informado dessa matéria visite a criação de gado e plantações de cacau que eu vi, no Pará. Qualquer morador da Amazônia clama pelo asfalto que lhes permite conseguir sustento e progresso. Fácil julgar escrevendo o artigo sentado numa sala com ar-condicionado, nas capitais do sul e sudeste.
NAO TEM ASFALTO PORQUE OS ECOMALAS NAO PERMITEM
NADA A VAER COM O SOLO BULLSHIT!
Um país que tudo é feito nas coxas nunca vai prosperar.
Sou Engenheiro Civil, trabalhei na região, inclusive na pavimentação da Transamasônica BR 230, na região de Miritituba – PA. Asfaltamos um trecho de 30 Km. Responda: a BR 163, no Pará que foi asfaltada está em que região? Então existe sim solução de engenharia.
A BR-163 teve o incentivo da Soja, que é muito forte. Mas ela para em Santarém quando o transporte muda para o rio. Infelizmente o progresso vai demorar a chegar na região por que grande parte dos defensores da preservação não fazem projeto algum para tal, mas vivem de palanque organizando mobilizações para proibições. Vide exemplo da invasão da Cargil…
Um insulto à Engenharia Geotécnica desse País uma reportagem como essa. Justificativa que não se sustenta em pé nos segundos seguintes à leitura. Sou Professor e Doutor na área de Mecânica de solos (Geotecnia) e o Luciano (comentário acima) já deu a dica de como se faz. Basta Querer. O que falta é vontade política e vergonha na Cara da Classe política que maia governou nosso paupérrimo País.
Mentira! Sou Engenheiro Civil, trabalhei na região, inclusive na pavimentação da Transamasônica BR 230, na região de Miritituba – PA. Asfaltamos um trecho de 30 Km. Responda: a BR 163, no Pará que foi asfaltada está em que região? É ÓBVIO QUE EXISTE SOLUÇÃO DE ENGENHARIA para pavimentar a Transamazônica, deixem de ser mentirosos. O que falta é vontade política. Se vocês não entendem do assunto não fiquem falando asneiras.
A trans Amazônica e uma vergonha para o Brasil
É uma vergonha? Só se for porque até hoje não tem asfalto, não tem infraestrutura, não produziu mais riquezas por causa do isterismo exagerado dos ambientalistas….