Sua função é simples: desliga o motor com o carro parado e religa ao soltar o freio, mas muitos motoristas não gostam mesmo com a economia
O start-stop deve ser uma das tecnologias mais polêmicas presentes nos carros modernos. Mesmo com diversas críticas vindas do público, as montadoras seguem insistindo em usá-lo. O motivo disso é simples: ele é uma recurso que ajuda a reduzir as emissões e o consumo de combustível, principalmente nos testes padronizados das entidades regulatórias.
No mundo real o start-stop traz uma certa redução no consumo, que é colocada em xeque pelo custo maior da bateria, que deve ter especificações próprias para suportar o “liga-desliga” do motor durante o dia.
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O carro equipado de fábrica com o start-stop possui algumas diferenças em relação ao equivalente sem. A maior delas está no motor de arranque, que é reforçado para poder trabalhar mais ciclos. Além disso é adotada uma bateria do tipo EFB ou AGM.
s bronzinas do virabrequim recebem um tratamento para reduzir o atrito e evitar desgaste acentuado com as partidas frequentes, já que a bomba de óleo também para quando o motor desliga.
O sistema start-stop só funciona se algumas condições forem atingidas: o motor precisa estar na temperatura ideal de trabalho, as portas precisam estar fechadas, o cinto precisa estar afivelado, a bateria precisa estar com um nível alto de carga. Outros fatores que variam conforme o carro.
Com tudo isso , o carro desliga o motor automaticamente quando está parado. Em modelos de cambio manual isso só ocorre com o pé no freio e o câmbio em ponto morto. O start-stop dá a partida automaticamente ao pressionar a embreagem.
Nos carros automáticos a partida é feita quando o freio é solto. Como o motor já está quente, a partida é mais rápida e feita em cerca de 0,4 segundo.
Em paradas mais longas o motor é acionado após cerca de um minuto para gerar vácuo no servo-freio, voltar a tocar o ar-condicionado e manter o nível de carga da bateria.

Para ter o sistema start-stop é essencial que a bateria seja reforçada para esse uso. A partida do motor é uma das condições que mais exige dela, e nesses carros também é preciso manter a parte elétrica funcionando por até um minuto sem o auxílio do alternador.
A bateria EFB é a usada por carros mais simples com start-stop. A sigla significa Enhanced Flooded Battery – baterias inundadas aprimoradas em uma tradução livre. Como o próprio nome indica, ela é uma evolução da bateria tradicional. A diferença fica na composição, que permite cargas e descargas mais rápidas. Ela também tem durabilidade maior que uma comum.
Já a AGM, de Absorbent Glass Mat (manta de fibra de vidro absorvente), é a recomendada para veículos mais tecnológicos, como carros de luxo. Sua capacidade de suportar ciclos de carga e descarga é ainda maior que a da EFB.
As mantas de fibra de vidro que dão nome às baterias AGM absorvem o eletrólito. Isso garante maior resistência a vazamentos, vibrações e altas temperaturas que a EFB. Elas são recomendadas para carros com sistema de regeneração, turbo eletrônico e outros avanços.

O ideal é sempre seguir a recomendação do fabricante na hora de trocar a bateria do carro com start-stop, mesmo se você for dos que desligam o sistemaassim que dão a partida. As baterias AGM e EFB possuem maior durabilidade que a comum, podendo compensar o gasto maior.
Segundo a Fiat, usar uma bateria comum pode comprometer o funcionamento do veículo:
A empresa aconselha sempre utilizar as baterias com as configurações de fábrica, indicadas para cada modelo. Baterias como a EFB, utilizadas nos carros com start-stop, têm tecnologias que permitem um maior número de partidas, frente a uma bateria tradicional. A utilização de baterias distintas às indicadas, pode comprometer consideravelmente a vida útil e o bom funcionamento do sistema.
O carro irá identificar que a bateria não é adequada e irá acender uma luz de alerta no painel. Em carros que exigem a AGM a situação piora, pois ele não conseguirá fazer a recarga por regeneração e não conseguirá manter alguns sistemas funcionando.

Na maioria dos carros com o sistema start-stop é possível desativar o sistema apertando um botão no painel. Essa configuração não fica salva, toda vez que o motorista desligar o carro ele voltará para configuração padrão.
Geralmente esse botão fica em um local de fácil acesso, não fica escondido em menus da central multimídia ou do painel.
Mesmo nos carros onde não há o botão para desligar o start-stop é possível desativá-lo de outras formas: a mais simples é colocando o ar-condicionado no máximo, com a temperatura mais baixa e a velocidade mais alta. O carro também desativa o sistema se o desembaçador estiver ligado – mas há o risco de danos em utilizá-lo de forma indiscriminada.
Nos carros da Stellantis com o sistema híbrido leve de 12 volts- Fiat Pulse, Fiat Fastback, Peugeot 208 e Peugeot 2008 – não há o botão para desativar o start-stop. Segundo a Fiat, isso faz parte da estratégia de eletrificação dos modelos, que prioriza a economia de combustível e a redução das emissões.

A adoção do start-stop não é unanime na indústria. Algumas marcas já usaram esse sistema e depois abandonaram, como a Chevrolet.
Os japoneses também não adotavam o sistema nos carros puramente a combustão, a exceção foi o novo Nissan Kicks. A Honda justifica que não viu necessidade para adoção do start-stop em seus carros:
Globalmente, a Honda possui diversas tecnologias de redução de consumo. Em cada mercado, sua aplicação está sujeita a múltiplos fatores, como perfil do consumidor, clima, topografia, tipo e qualidade do combustível, impacto no preço de aquisição do veículo e no custo de manutenção, entre vários outros. Até o presente momento, o sistema start stop não figura como item prioritário nas constantes pesquisas e clínicas realizadas pela Honda no Brasil.
A marca complementou que os seus motores são conhecidos pelo baixo consumo e pela confiabilidade. Atualmente, apenas a Honda e a Toyota não contam com o start-stop na gama.
Com a popularização dos híbridos esse sistema ficará em desuso. A partir dos híbridos leves de 48 volts já é possível manter funcionando o ar-condicionado, o servo freio, a assistência da direção e outros periféricos por meio da bateria de alta voltagem.
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Uma tecnologia altamente duvidosa em termos de economia real e benefícios ecológicos mas muito eficiente em aumento de custos do veículo e encheção de saco do motorista. Desligo sempre que entro no carro.
Uma tecnologia de resultados duvidosos em termos de economia real e benefícios ecológicos mas altamente eficiente em custos adicionais e encheçao de saco do motorista. INÚTIL. Desligo sempre que dirijo.
Resumindo, melhor não ter!!!