Grupo multinacional tem uma marca chinesa em sua carteira e diz que poderia fazer uso do mesmo modelo de suas concorrentes
No Brasil, sem marcas nacionais, a postura dos compradores é claramente liberal. Chineses avançaram rapidamente e aproveitaram o imposto de importação baixo para elétricos e híbridos que só volta aos 35% em julho próximo, em lenta escalada ao longo de dois anos. Não havia taxação até janeiro de 2024. Todavia, outra frente se abre em relação ao modelo de produção CKD (conjuntos completamente desmontados, na sigla em inglês) ou SKD (semidesmontados).
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Até agora, apenas Anfavea e Sindipeças se posicionavam de forma contrária à ampliação descontrolada destes dois arranjos frente ao tradicional, cujo índice de conteúdo local costuma ser de 70% a 80% ou pouco além. Neste caso, incluem-se componentes de fornecedores, além de estamparia, armação, pintura e montagem final. Ou seja, longa cadeia que gera empregos mais bem remunerados.
Modelos caros, como os montados por Audi (Paraná), BMW (Santa Catarina) e Land Rover (Rio de Janeiro), justificam-se pela baixa escala produtiva. Replicar para veículos de preço médio ou de entrada, claramente vai gerar desemprego aqui e empregos no exterior em particular na China, mas não só. GM, Renault e Stellantis decidiram produzir elétricos em CKD ou SKD de baixo impacto nos empregos por representarem apenas 6% das vendas de automóveis e comerciais leves. Para relembrar: híbridos plugáveis não são elétricos, ao contrário destes com extensor de alcance provido por um moto-gerador que não traciona o veículo, apenas recarrega a bateria.
Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, ressaltou: “Se este modelo de negócio, CKD e SKD, for atraente, utilizaremos também. Objetivo de uma indústria é tornar seu futuro viável, ter rentabilidade e gerar investimentos. Sem isso não há futuro. Assim, precisamos utilizar as mesmas armas dos nossos concorrentes.”
Tanto Stellantis (Leapmotor) quanto Renault (Geely) e GM (Saic-Wuling) já decidiram aplicar a mesma estratégia em baixa escala, com suas sócias chinesas. Contudo, devem manter a produção como implantada hoje, se houver equilíbrio de oportunidades.
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Imposto de importação? Espera o imposto safa, ops do pecado ser implantado. Vai ser imposto em cima de imposto nessa terra de índio.
A Stellantis está ferrada nos USA e Europa e vai bem aqui no Brasil apesar dos carros defasados, de baixo MTBF e caríssimos. Não adianta dizer que “tem uma marca chinesa em sua carteira e diz que poderia fazer uso do mesmo modelo de suas concorrentes” por que chegarão aqui caros e pelados. Ninguém em sã consciência vai escolher um Leapmotor se os preços e equipamentos não estiverem abaixo e até no mesmo nível de GWM ou BYD e até CAOA/Cherry.
Esse governo favorecendo os chineses, com certeza ganhando o dele como em tudo que faz, desrespeito total as que aqui estao a anos fabricando carros e peças aqui, dando empregos aos brasileiros, ao contrário dessa coisa byd que trouxe ate os chineses para trabalhar (montar) essas bombas chinesas, mas o pior é saber que tem babaca brasileiro que compra e defende isso, quero ver quando nao tiverem mais empregos aqui e ao disputar uma vaga com um chinês vao ficar para trás, dai é tarde.
Só não entendo como as chinesas trazem carros que lá fora custam por exemplo 50 mil reais ( um Dolphin por ex ) e vendem aqui por 110 mil….será que tem 100% de imposto ???? CLARO QUE NÃO…..elas já entraram no ritmo das montadoras tradicionais……e tem muito ignorante que defende as chinesas e repudia as que REALMENTE fabricam aqui…..
É isso mesmo, as carroças caríssimas dos associados da ANFAVEiA dão altos lucros aos chineses ao servirem de referência de preços, principalmente aos chineses que só importam, sem montar ou produzir aqui, são as “montadoras tipo aliexpress e shopee”, sem qualquer compromisso com o Brasil e seus consumidores.
Correto o que vc diz….se tem como base os preço daqui….mas é importante frisar 2 coisas importantíssimas…as carroças fabricadas no Brasil respondem por um PIB absurdo e incalculável e geram centenas de milhares de empregos bem remunerados ( diga-se em comparação a média geral brasileira)…enqto as fábricas laaaaa na China valem-se do benefício da mãos de obra ” escrava ” ( salários baixíssimos entre muitas outras coisas…dai fica REALMENTE difícil concorrer….só resta as fábricas associadas da ANFAVEA a médio e longo prazo desistirem do Brasil e começar só mais a ” montar parafuso ” no Brasil…o que muitos vão lastimar num futuro.
A Lava Jato acabou com 4,4 milhões de empregos e o Brasil se reergueu, empresas montadoras estabelecidas no Brasil que não empregam nem 500 mil pessoas e alcançam altos lucros, enquanto suas matrizes em seus países dão prejuízos imensos a e remetem esse lucro ao exterior não farão falta. As montadoras estabelecidas no Brasil receberam mais de 10 bilhões de incentivos do governo para avanço tecnológico e a única coisa que entregam são carros com tecnologia de 1996 (Toyota com tecnologia do Prius) e híbridos fake (Stellantis com seus híbridos com motor elétrico e bateria de patinete). Que venham as chineses, até mesmo em SDK, pois são melhores para consumidor e para o Brasil.
Por que não se posicionam a favor da queda de tributos? Do nada alguns carros caíram de 10 a 30 mil no preço, sendo que o coro comum era que davam prejuízo. O que reclamam é que acabou a mamata, jogando a culpa do preço alto nos impostos. Que ardam.