NÃO RECARREGUE seu Volvo híbrido plug-in, por risco de INCÊNDIO
Volvo XC60 pode pegar fogo por falha na bateria, mas marca não fará um pronunciamento público sobre o problema
Volvo XC60 pode pegar fogo por falha na bateria, mas marca não fará um pronunciamento público sobre o problema
A Volvo é reconhecida em todos os mercados todo por sua obsessão pela segurança. Mas parece que o Brasil não faz parte deste mundo. Isso porque até o momento, a filial da marca sueca não emitiu alerta de risco de incêndio para recarga do XC60. Em fevereiro, uma unidade do SUV entrou em combustão espontaneamente enquanto a bateria estava sendo recarregada na residência do proprietário.
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Ocorrências similares foram registradas nos Estados Unidos, onde a filial determinou que os consumidores não fizessem a recarga de seus modelos híbridos e até mesmo o recolhimento de unidades afetadas, conforme publicou o portal Carscoops. Trata-se de um alerta de segurança enquanto uma investigação sobre os riscos de incêndio durante o procedimento não fossem devidamente compreendidos.
Na quinta-feira (27), o portal Auto+ publicou matéria em que aponta o apelo da fabricante sueca para que os proprietários não tentem recarregar seus modelos híbridos plug-in. O problema dos híbridos da Volvo está num defeito no módulo da bateria. A falha pode levar a curto circuito dentro do recipiente e superaquecer a células a ponto de gerar ignição.
Por lá, como já tinha sido reportado pelo Carscoops, a Volvo concluiu a investigação envolvendo 7.483 unidades dos modelos S90, V60, XC60 e XC90. A Volvo detectou que houve uma falha na produção das baterias, de responsabilidade da LG. Vale lembrar que baterias defeituosas da mesma fornecedora levaram a combustão diversas unidades do elétrico Chevrolet Bolt EV, proibidos de serem carregados em ambientes fechados.
Os carros suecos envolvidos foram fabricados entre 2020 e 2022. Eles deverão ser encaminhados à rede autorizada para verificação e possível substituição do componente defeituoso. Mas enquanto não forem avaliadas pela equipe técnica, que deve acontecer a partir de maio (nos EUA), as unidades não poderão ser recarregadas. Os automóveis envolvidos ainda serão equipados com um software que irá monitorar o comportamento da bateria.
Mas por aqui, a Volvo parece se fazer de rogada. O AutoPapo entrou em contato com a filial brasileira para saber se o XC60 também receberia uma campanha de recall sobre o risco de incêndio.
Sem laudo pericial, a Volvo brasileira diz que: “ao que tudo indica, foi provocado por um problema na instalação elétrica da residência”, comentou a assessoria da marca. E completou que o carro que pegou fogo em Presidente Prudente (SP) não seria o mesmo que os convocados nos EUA.
Como não? Trata-se de um XC60, que utiliza o mesmo conjunto eletrificado? Como a assessoria pode cravar que o carro também não tinha o mesmo defeito na bateria?
E a filial brasileira foi além. Afirmou que a marca não faz a instalação do Wallbox. O equipamento é entregue junto com o carro e o cliente que se resolva para fazer a instalação, enquanto a Volvo se exime de qualquer responsabilidade.
Questionada sobre a recomendação de não carregar o carro, a Volvo afirmou que deu início ao processo para abertura da campanha, mas de forma velada, sem um comunicado público, como determina a legislação em casos de recall. Há um comunicado escondido no site da marca, mas sem chamada na página inicial, quem tiver o interesse em descobrir se há ou não uma campanha para os modelos eletrificados (S60, S90, XC60 e XC90) precisa fazer uma busca interna com a expressão “recall”. Mas vamos deixar o link de acesso ao documento PDF do chamamento, algo que a marca deveria ter feito com clareza.
A Volvo Car Brasil já iniciou o processo de recall e entrou em contato com os proprietários de veículos PHEV (híbridos) para realizar o agendamento e prestar os serviços necessários”, afirma a assessoria, que deixa claro que o problema não se trata apenas de falha na instalação elétrica.
À imprensa, a Volvo só comenta o caso se for questionada. “Seguimos a recomendação global sobre a comunicação do assunto. Isso quer dizer que estamos informando quem questiona”, afirmou a assessoria. Ou seja, a recomendação é deixar o assunto “baixo”, ao invés de fazer um comunicado geral.
Para amenizar, a assessoria ainda emitiu uma nota oficial em que aponta que o número de carros eletrificados que se incendeiam é muito menor que os carros a combustão que pegam fogo nos Estados Unidos e na Suécia.
Estudo recente da National Transportation Safety Board (NTSB), agência de segurança ligada ao governo dos Estados Unidos, aponta que carros elétricos são 60 vezes menos suscetíveis a se incendiar quando comparados com veículos movidos a combustíveis fósseis”, exemplifica.
No entanto, há casos de carros eletrificados da marca que entram em combustão quando estão na tomada por falha na bateria. Não dá para a empresa colocar a culpa na instalação elétrica e só declarar que há um problema após ser pressionada. Se não é falta de transparência é falta de responsabilidade, principalmente de uma marca que se orgulha de ser referência em segurança.
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Seria bom encontrar o proprietário brasileiro desse modelo que incendiou e ver a versão dele.