Volkswagen exibe a picape Tukan, sob forte camuflagem e sem acesso ao interior, mas deixa claro que depois décadas, marca irá adotar solução da Fiat
A Volkswagen revelou a Tukan, nova picape da marca que substitui a Saveiro e é mais uma que chega com a uma missão clara – onde todas as outras concorrentes fracassaram: tentar fisgar o público das Fiat Strada e Toro. A vida dela não será fácil já que, em breve, ela ainda terá a companhia da BYD Mako, da Renault Niagara e da caminhonete do Corolla Cross, da Toyota. Antes, a Renault Oroch e a Chevrolet Montana, por exemplo, não tiveram sucesso.
VEJA TAMBÉM:
A VW tem um histórico de chegar atrasada em alguns segmentos, mas, mesmo assim, conseguir emplacar bons resultados. Foi o caso dos SUVs T-Cross, Nivus e Tera. Agora, com a Tukan, a montadora alemã espera repetir essa fórmula. O modelo apareceu com pesada camuflagem durante e teve poucos detalhes técnicos confirmados pela marca.

Como e de praxe nas estratégias de lançamento, a revelação é homeopática e irá se arrastando gota a gota de informação até a data do lançamento. Uma maneira eficaz de manter o assunto quente nos noticiários e discussões de redes sociais. Nem motorização, câmbio ou interior foram revelados. A cabine permaneceu totalmente vedada durante a exibição.
O principal aspecto técnico confirmado foi a suspensão traseira, que adota solução semelhante à utilizada pela Fiat Strada. A nova picape usa eixo rígido com feixe de molas de espessura variável, configuração voltada para suportar maior capacidade de carga sem abrir mão do conforto em uso urbano.
A futura picape também marca um feito importante para a arquitetura MQB: será o primeiro utilitário do tipo desenvolvido sobre essa plataforma modular da Volkswagen. Segundo informações reveladas durante a apresentação, ela também será o modelo com maior entre-eixos já produzido com essa base estrutural, embora a fabricante não tenha divulgado números oficiais.
Estimativas apontam para aproximadamente 2,70 metros de entre-eixos e cerca de 4,52 metros de comprimento total. As dimensões colocam a novidade em uma faixa próxima à da Fiat Toro, indicando que a Volkswagen pretende disputar espaço no segmento intermediário entre picapes compactas e médias.

Mesmo sem revelar detalhes mecânicos, a marca já dá sinais de que o projeto terá papel estratégico para a América Latina. A utilização da plataforma MQB sugere compartilhamento de componentes com modelos já vendidos pela fabricante, o que pode facilitar produção regional e reduzir custos industriais. Assim, podemos esperar motores como o 250 TSI 1.4, de 150 cv e 25,5 kgfm de torque, que equipa o T-Cross, tal como o novo bloco 1.5 turbo, que equipa o Taos reestilizado.

A estreia oficial da nova picape deve ocorrer nos próximos meses. Até lá, a Volkswagen seguirá com a “prescrição” de pílulas de informação, como, interior, equipamentos, motor, transmissão, para manter a Tukan na boca do povo.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
|
|
|
|
X
|
|
|
Siga no
|
||||
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
Podcast - Ouviu na Rádio
|
AutoPapo Podcast
|
Acho que a VW está cometendo (mais) um erro. Deveria manter uma picape compacta e barata como a Saveiro e deixar a Tukan, para bater de frente com Toro. Essa tática de querer brigar com Strada e Toro com uma picape só não funciona.