Amortecedor: teste doméstico

Por BORIS FELDMAN10/10/16 às 18h22

Durabilidade de amortecedor é assunto sujeito a chuvas e trovoadas. Dá margem a muita pi-ca-re-ta-gem não só de oficinas e lojas mas das próprias fábricas. O papo habitual para convencer os incautos é inventar que tem vida útil limitada e deve ser substituído em determinada quilometragem. Não tem: é mentira quem diz que amortecedor deve ser substituído aos 30 ou 40 mil quilômetros, pois tudo depende de sua utilização. Interessa entretanto às fábricas criar um número “mágico” para estimular o consumidor a trocá-los – em geral – desnecessariamente.

O amortecedor pode pedir troca aos 10 mil, caso tenha se danificado ao passar por um buraco. Ou aos 20 mil km, caso rode sempre em estradas de terra ou mal conservadas. Como pode durar mais de 100 mil se andar em asfalto de primeira. Mas os fabricantes apelam para a idéia de segurança (e os perigos…) para induzir o motorista a substituí-los e aumentar desonestamente seu faturamento. Com a conivência de lojas de peças e oficinas mecânicas.

Existem equipamentos específicos para testar amortecedores. Mas vai aqui uma dica para se ter uma idéia do seu estado, um teste caseiro que se faz em local plano. Empurra-se o carro para baixo, com a mão, em cada uma de suas extremidades. Quando ele chega lá em baixo, você o solta e observa seu comportamento. Se balançar para cima e para baixo uma ou duas vezes e ficar quieto, é sinal de que o amortecedor daquela roda pode estar em bom estado.

Entretanto, se você o larga lá em baixo e, depois de subir de volta, ele continua balançando duas, três, quatro vezes, pode ter certeza de que o amortecedor daquela roda já deu o que tinha que dar.

Importante observar que só se trata de um teste definitivo na segunda hipótese, quando o carro continua balançando e pode-se afirmar que o amortecedor não funciona mais. Mas, na primeira hipótese, não se tem certeza de que ele está em boas condições: pode estar ou não. A certeza definitiva, só depois de submetido ao teste no aparelho específico.


Boris Responde

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