Chave personalizada é ‘desmancha-prazer’

Dispositivo pode ser o "alívio do pai" e o "desmancha-prazer" do filho

Por BORIS FELDMAN05/05/18 às 13h15

Uma das grandes novidades da indústria automobilística mundial é a chave personalizada. No Brasil, a Ford, por exemplo. já a disponibilizou esse dispositivo.

O que vem a ser? É aparentemente uma chave de ignição igual às outras. Entretanto, a eletrônica (ela, como sempre…) permite sua personalização. Ou seja, se a família tem um carro utilizado pelo pai e filho, cada um tem sua própria chave. Até aí, nada demais, com a diferença que o pai pode “programar” a chave do filho.

A Ford chama o sistema – em inglês – de “My Key” (minha chave) mas poderia chamá-lo de “Father’s relief” (“alívio para o pai”). Quando o pai está ao volante, com sua chave, o carro roda normalmente, sem nenhum limitação.

Mas ele pode programar a chave do filho de modo a “cortar suas asas”. Quando a central eletrônica reconhece a chave do filho, ela aciona todos os limites programados pelo pai. A começar, por exemplo, da velocidade máxima. Que pode ter seu limite configurado em 80 ou 90 km/h. Quando atinge o máximo “paterno”, a central reduz o fornecimento de combustível para o motor e não permite que a velocidade seja superada.

Se o filho é chegado a umas estripulias sonoras, o pai pode estabelecer um limite em decibéis para o volume do equipamento de som. Nada de competir com trio elétrico.

Algumas medidas de segurança podem ser também programadas. Se o filho se esquecer de afivelar o cinto, o carro pode ser instruído para sequer ligar o motor.

Automóveis mais sofisticados permitem que o motorista desative alguns equipamentos de segurança. O controle eletrônico de estabilidade, por exemplo: desligado, o carro “escorrega” nas curvas e permite uma tocada esportiva. Só que esta desativação que permitiria brincadeirinhas perigosas pode também ser eliminada pelo pai “desmancha-prazer” e sua chave personalizada.

Chave personalizada é alívio para o pai
chave codificada

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

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