Chevrolet Spin usa recurso do Cadillac

Por BORIS FELDMAN19/06/16 às 17h03

As fábricas brasileiras ficaram apertadas com as exigências do Inovar Auto. Um programa do governo que reduz impostos à medida que a empresa consegue aumentar a eficiência de seus modelos. Quando se fala em eficiência, entende-se uma redução de consumo e emissões sem abrir mão do desempenho. E não se ganha eficiência simplesmente no motor, mas em todas as características do automóvel que influem no consumo de combustível. Algumas são óbvias: quanto mais leve, menor a potência necessária e, por consequência, menor o consumo. Quanto mais tempo o motor trabalha em sua faixa ideal de rotações, também menor a quantidade de combustível necessária para movimentá-lo e, para isso, quanto mais marchas na caixa, tanto melhor. E assim por diante.

A General Motors relutou anos para se inscrever no programa de etiquetagem veicular do Inmetro, a tal classificação dos carros de cada categoria pelo consumo. Mas, a etiqueta foi tornada obrigatória se a fábrica quiser provar um aumento na eficiência de seus modelos.

Vários automóveis da linha Chevrolet apresentados recentemente como ano-modelo 2017 só tiveram alterações no motor ou outros itens relacionados com o consumo, como a direção elétrica, redução de peso, pneus “verdes”, etc..

Cobalt e Spin foram dois deles. Mais especificamente no caso do Spin, a General Motors incorporou um dispositivo inédito no Brasil, mas já usado há muitos anos pela Cadillac nos EUA. E várias outras marcas norte-americanas e europeias.

O Spin 2017 ganhou aletas variáveis atrás da grade. Uma espécie de persiana que se abre e fecha de acordo com a necessidade de refrigeração do motor. Quando ele dá sinais de que vai esquentar, essa aletas se abrem para o fluxo de ar chegar ao radiador e evitar o aquecimento. Mas, numa estrada ou num lugar frio onde este fluxo é desnecessário, a persiana se fecha.

A vantagem? Melhora a aerodinâmica: se o ar deixa de bater de frente no radiador e é desviado para as laterais do carro, há uma redução da resistência do ar ao seu avanço. E, quanto melhor a aerodinâmica, tanto menor o consumo de combustível.


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