Como funciona a célula a combustível?

Por BORIS FELDMAN23/02/16 às 10h55

Carro elétrico é uma realidade e várias marcas já oferecem modelos que se movimentam sem queimar combustível líquido. Uma fábrica nos Estados Unidos, a Tesla, só produz carros elétricos. Foi idealizada por Elon Musk, o criador do PayPal, empresa de pagamentos online.

O problema do carro elétrico é a limitação de autonomia. Quando a bateria entrega os pontos, há de se esperar horas para que a recarga seja feita. E ainda temos o problema adicional de se encontrar uma tomada disponível. Tudo isso favorece o carro com motor a combustão, que tem seu reabastecimento realizado em poucos minutos.

Mas existe uma alternativa: o carro do tipo Fuel Cell, que se movimenta com motores elétricos e não depende de baterias. Como assim?

O carro com a célula a combustível (Fuel Cell) é abastecido com hidrogênio. Submetido a uma reação química na célula, este gera a energia elétrica para movimentar o automóvel. É super ecológico, pois de seu cano de descarga sai apenas água pura. A dificuldade para sua produção em grandes volumes é, no caso, a obtenção e o armazenamento do hidrogênio.

A Nissan, que aposta no conceito do Fuel Cell, trouxe ao Brasil um carro conceito para testar sua tecnologia. Ele tem também uma célula a combustível, que produz energia elétrica, vai para os motores e traciona as rodas. Até aí, nada diferente dos outros carros com Fuel Cell. Mas, a grande diferença é que seu tanque é abastecido não com hidrogênio, porém com etanol. Entre o tanque e a célula existe um processador que extrai o hidrogênio do etanol. Não poderia ser mais adequado ao nosso país.

Em suma, o veículo da Nissan é um carro elétrico sem os problemas do carro elétrico. É um carro com célula de combustível sem os problemas do hidrogênio. Porém, com custo superior por exigir mais um equipamento para obter o hidrogênio a partir do etanol. De acordo com a fábrica, a tecnologia permite que, com apenas 30 litros de etanol, o condutor rode mais de 600 km.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

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