Este carro emite menos CO2 do que o elétrico

Brasil tem uma solução ideal para a descarbonização, mas população tem rejeição e governo não incentiva corretamente

Um galho de folhas verdes saindo do escapamento
Ao contrario do que muitos pensam, o carro elétrico não é o mais sustentável. (Foto: Adobe Stock)
Por Boris Feldman
Publicado em 02/04/2025 às 07h00
Atualizado em 02/04/2025 às 12h01

Ainda é um mistério porque 70% dos motoristas brasileiros abastecem seus carros flex com gasolina e apenas 30% com etanol. Isso poderia se justificar em algumas regiões onde o preço do etanol não compensa, mas em várias outras onde ele compensa muito, o motorista insiste na gasolina.

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Por essa e outras razões, o governo brasileiro vai então aumentando o percentual de etanol na gasolina para forçar o brasileiro a utilizá-lo. Porém, existe uma solução bem mais interessante, por meio da tributação.

O governo deveria reduzir o imposto para o motor que só queima etanol, como aconteceu na década de 80. Além disso, uma das melhores alternativas para a descarbonização do meio ambiente é o carro híbrido que conta com o motor elétrico e com o motor a combustão que só queima etanol. Acreditem, ele emite menos CO2 do que o carro elétrico.

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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
3 Comentários
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Polvo 3 de abril de 2025

O custo por km rodado praticamente empata com a gasolina, então prefiro usar a gasolina, pois percebo que no longo prazo tenho menos gastos com manutenção, principalmente com o sistema ignição e escapamento. Usando só gasolina sofri muito menos com combustível batizado. Quando usava só etanol, vira e mexe pegava combustível adulterado, falhas de funcionamento, dificuldade de partida, etc. Como nem sempre tem um posto confiável por perto, acabei que só uso gasolina ultimamente.

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Santiago 2 de abril de 2025

O Etanol já estaria vendendo igual ou até mais que a gasolina se o comércio não tivesse empatado propositalmente o custo/benefício de ambos, ao encostar artificialmente o preço do etanol nos 70% do preço da gasolina.
Uma fiscalização mais rigorosa na composição dos preços, e talvez acrescido de um alívio tributário ao Etanol, já seria um grande incentivo ao Etanol. E sem precisar “batizar” a gasolina a níveis intoleráveis.
Na atual situação de preços praticados a gasolina leva a vantagem da maior autonomia, mesmo com alguma sutil diferença de custo a favor do etanol.
Para que a opção do etanol seja atraente, a vantagem financeira terá que ser sentida no bolso e de maneira mais constante. E isso é sim possível, e sem a necessidade de subsídios.

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Andre Rocha 2 de abril de 2025

Não é só isso! É questão de autonomia! A conta no final das contas não agrada, principalmente andando na cidade! Atualmente tenho um Sandero com motor 1.6 (K7M). Na estrada, com essa mijolina e 5 ocupantes e mala cheia (viagem), tenho conseguido média de 12… 13… (mesmo com ar ligado). No eitanóis nas mesmas condições já desce pra 10… 10,5… Já na cidade com o suco de dinossauro, carro vazio, sem ar, ta batendo média de 8,5 a 9, enquanto que o suco de cana não tem passado dos 7.. e em dias de calor a coisa só piora!
Fazendo as contas: abasteço em média 40L (sempre completando o tanque)
Na mijolina, na cidade, tenho feito médias entre 335 a 370km (gastando média de R$240,00 para completar os 40L) enquanto que no eitanóis dificilmente passa de 250km (gastando média de R$200,00 para completar os mesmos 40L).

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