O porta-malas pode estar mentindo para você

Você está de olho em um carro sedã com um bom porta-malas. Mas, será que dá para confiar na capacidade descrita no anúncio do automóvel?

Por BORIS FELDMAN09/08/18 às 21h30

A capacidade do porta-malas, que é expressa em litros, pode variar de acordo com o método em que é feita essa aferição. Por isso, nem sempre o maior descrito na ficha técnica é o que cabe mais bagagens.

[TRANSCRIÇÃO]

Ouvinte do AutoPapo diz que precisa de ter um bom porta-malas no seu automóvel do tipo sedã. E, ele diz que antes de ir na concessionária conferir alguns modelos ele examina a ficha técnica e compara as diversas capacidades expressas em litros. Mas, o ouvinte  já percebeu que, às vezes, ao vivo e em cores a capacidade daquele carro, que teoricamente seria maior, é bem menor do que a de um modelo concorrente. Então ele pergunta: existe algum padrão de aferição dos porta-malas?

É claro que existe, mas nem todas as fábricas seguem o padrão chamado VDA. Esse método consiste em encher o porta-malas com blocos de isopor ou de madeira até completá-lo e somar, então, os volumes de todos os blocos que couberam para se encontrar o resultado, que pode ser de 300, 400, 500 ou 600 litros, depende do automóvel. E a fábrica declara na ficha técnica que a aferição foi realizada pelo padrão VDA.

Entretanto, não dá pra comparar esse resultado com o da fábrica esperta que encheu o seu porta-malas com sacos de água, porque a água entre qualquer cantinho onde jamais vai caber bagagem de ninguém. E o resultado, portanto é mentiroso. A menos que o dono do carro tem o costume de encher o porta-malas com água pra servir de piscina para a sua família.

porta-malas

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

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