Pneu é igual remédio: tem prazo de validade

Por BORIS FELDMAN22/05/16 às 18h23

O automóvel tem muitos componentes fabricados com borracha e todos eles se degradam, têm prazo de validade. O composto de borracha vai se oxidando e perdendo suas características desde o dia em que foi fabricado. Resseca, trinca e perde a flexibilidade. É exatamente como remédio que expira mesmo quietinho na gaveta.

No automóvel, pneu é dos itens que exigem atenção em relação à validade, que é de cinco a seis anos. E, ao contrário do que se pensa, não importa se estava rodando, no porta-malas ou no estoque da loja. Vencido este prazo, ele representa risco à segurança e pode ser jogado no lixo. Mesmo que aparentemente “novinho” e cheio de borracha, com sulcos ainda profundos na banda de rodagem. Outro dia fui comprar um jogo de pneus e dois deles tinham sido fabricados há quase quatro anos. Ou seja, só poderiam rodar com segurança mais uns dois anos. Claro que eu recusei. Muito dono de automóvel resolve colocar o pneu sobressalente para rodar, “pois estava novinho em folha” sem verificar a data de fabricação. Que está sempre na banda lateral, depois das letras “DOT”, com quatro dígitos. Os dois primeiros indicam a semana, os outros dois, o ano em foi produzido. Exemplo: “1815” significa que sua fabricação foi na 18ª semana do ano de 2015. E que ele pode rodar com segurança até o ano de 2021.

Além dos pneus, o automóvel tem vários outros componentes de borracha que devem ser substituídos: as palhetas dos limpadores de para-brisa duram apenas dois anos, as correias (do alternador, correia dentada, compressor, etc) também expiram. O manual especifica o prazo de validade de cada uma. Algumas, como as mangueiras do sistema de refrigeração, não têm prazo oficial mas deve-se vistoriá-las periodicamente. Dá para perceber que estão “vencendo” pelo simples exame visual: dão mostras de ressecamento e começam a aparecer pequenas trincas.

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