Economia de 50% na produção não justifica perda de foco ao volante, diz CEO da Ferrari; marca prepara interior 'analógico' para seu primeiro elétrico
A Ferrari anunciou uma guinada estratégica no design de interiores de seus veículos ao decidir abandonar gradualmente os comandos sensíveis ao toque em favor de botões físicos tradicionais. A medida, confirmada pelo CEO Benedetto Vigna ao Autocar India, busca resgatar a experiência tátil e a precisão funcional, corrigindo o que clientes e críticos consideravam uma distração tecnológica desnecessária no cockpit.
Em declarações recentes, Vigna expôs a lógica econômica por trás da proliferação de telas na indústria automotiva: fabricar teclas e painéis táteis custa aproximadamente 50% menos do que produzir mecanismos físicos convencionais. Segundo o executivo, a tendência foi impulsionada pela busca de fornecedores e montadoras por margens de lucro mais altas, muitas vezes em detrimento da usabilidade real para quem dirige.
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Para a casa de Maranello, no entanto, a economia de escala não justifica a perda de ergonomia. A marca passará até a oferecer um kit de retrofit para modelos como o Purosangue e o 12Cilindri, permitindo que proprietários substituam módulos táteis do volante por comandos mecânicos. A solução “sob medida” visa evitar a padronização inspirada em eletrônicos de consumo, reforçando a identidade de alta performance. Novos lançamentos, como o Amalfi e o 849 Testarossa, já devem adotar essa filosofia de fábrica.
O ápice dessa transição será o Ferrari Luce, o primeiro modelo totalmente elétrico da fabricante. O interior do veículo está sendo desenvolvido em colaboração com a LoveFrom, coletivo de design liderado por Jony Ive. O designer, egresso da Apple e um dos responsáveis pela popularização das interfaces de toque em smartphones, defende agora que a tecnologia não pertence ao ambiente automotivo, onde o foco deve permanecer na via.




















O projeto da Luce prevê controles dedicados fabricados em alumínio e vidro para funções críticas, como climatização e modos de condução. Embora eleve o custo de produção, a escolha reforça o posicionamento de luxo da marca. Estima-se que o modelo chegue ao mercado com preço na casa dos US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,5 milhões), unindo a propulsão do futuro ao prazer de dirigir clássico.
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