Sistemas modernos impedem a sucção pelo bocal, levando criminosos a perfurarem o fundo dos tanques de combustível
A alta nos preços dos combustíveis, causada pelos recentes conflitos no Oriente Médio, gerou uma mudança no comportamento dos criminosos. Com os veículos modernos equipados com sistemas que impedem o roubo tradicional por sucção, os ladrões adotaram uma tática agressiva: furtar diretamente os tanques de gasolina para extrair o líquido.
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Antigamente, o roubo de combustível era feito de forma mais simples, inserindo uma mangueira pelo bocal de abastecimento. No entanto, a engenharia automotiva atual tornou essa prática quase impossível. Os carros modernos possuem bocais estreitos e curvos, além de válvulas e defletores anti-sifão que bloqueiam fisicamente o acesso ao interior do reservatório.
A técnica adotada consiste em furar o fundo do tanque e deixar o combustível vazar para um recipiente. Além do prejuízo, isso cria riscos de incêndio e situações perigosas, como vazamentos durante o reabastecimento. Embora o seguro compreensivo geralmente cubra esse dano, a tendência é que surja um mercado de protetores metálicos para tanques, seguindo o exemplo do que já ocorre com os furtos de catalisadores.
O método de roubo atual é extremamente destrutivo para o carro e financeiramente para a vítima. Relatos de oficinas em Los Angeles indicam que veículos com tanques perfurados chegam para reparo semanalmente. O impacto no bolso do proprietário é desproporcional ao lucro do ladrão: em um caso registrado nos EUA, o criminoso levou apenas US$ 25 (cerca de R$ 126) em gasolina, mas causou um dano superior a US$ 2.000 (cerca de R$ 10.100).
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