Audi Q9 tem lanternas que se dobram e usam vidro ‘fino como um fio de cabelo’
Seis painéis de OLED digital somam 512 segmentos independentes e deixam luz de freio e setas mais visíveis para quem se aproxima pela lateral
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 23/10/2026 às 15h00
O Audi Q9, maior SUV da história da marca, tem lanternas traseiras que dobram junto com a carroceria. Nesta sexta-feira (23), a Audi detalhou a tecnologia, que diz ser inédita em carros de série.
São painéis de OLED digital curvos, que contornam as laterais da traseira em vez de ficar atrás de lentes planas. O SUV de sete lugares foi apresentado em julho.
O OLED (sigla em inglês para diodo orgânico emissor de luz) ilumina por toda a superfície, e não em pontos, como o LED. A Audi foi a pioneira no uso em lanternas, no TT RS, em 2016.

Vidro da espessura de um fio de cabelo
O sistema emprega seis painéis de vidro com apenas 0,1 milímetro de espessura — a de um fio de cabelo, compara a Audi. O material acompanha o desenho da carroceria sem trincar nem danificar a camada orgânica que emite a luz.
No total, são 512 segmentos controlados individualmente pela central eletrônica do carro. O painel externo de cada lado tem 99 segmentos e é o maior que a marca já usou; os centrais têm 84, e os internos, 73.

Segundo a fabricante, a curvatura deixa luzes de freio e setas mais visíveis também para quem se aproxima pela lateral, como em cruzamentos e estacionamentos.
O grande número de segmentos, por sua vez, permite escolher entre até oito assinaturas luminosas e exibir um triângulo de alerta para avisar quem vem atrás sobre acidentes ou carros quebrados à frente.

Seta projetada no asfalto
Além disso, as lanternas trabalham em conjunto com os faróis Digital Matrix LED. À noite, ao virar ou trocar de faixa, o Q9 projeta no asfalto uma seta estilizada, em recurso que estreou no Q7.
Com motor V6 3.0 turbodiesel de 299 cv, o Q9 parte de 108.400 euros (cerca de R$ 645 mil) na Alemanha. No Reino Unido e nos Estados Unidos, as lanternas curvas ficam reservadas às versões mais caras.
A Audi prevê vender dois terços da produção fora da Europa, e o Brasil aparece entre os mercados possíveis.
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