Avião com para-quedas: conheça o Cirrus SR22 que caiu em MG
Aeronave caiu em zona rural e piloto sofreu apenas ferimentos leves; modelo conta com o sistema CAPS e tecnologia que permite pouso 100% automático
Publicado em 25/08/2026 às 20h00
Na manhã desta terça-feira (25) um avião monomotor caiu na zona rural de Mateus Leme, cidada na região metropolitana de Belo Horizonte. O piloto sobreviveu e o que chamou a atenção foi o fato de um para-quedas do aparelho ter minimizado as consequências do acidente: o piloto e único ocupante saiu sem lesões graves do acidente – apenas consequências por inalação da fumaça.
O avião com para-quedas é um Cirrus Design S22, um monomotor produzido pela Cirrus Aircraft foi lançado no início dos anos 2000 e se tornou uma das aeronaves a pistão mais vendidas de sua categoria. A unidade que se envolveu no acidente, um incêndio no motor, é de 2013 com capacidade para 5 ocupantes.
O principal diferencial do Cirrus SR22 é o CAPS, sigla para Cirrus Airframe Parachute System. Trata-se de um grande paraquedas instalado na estrutura da aeronave e projetado para ser utilizado quando o piloto não consegue realizar um pouso convencional.
Ao ser acionado, o sistema lança o paraquedas e permite que a aeronave desça de forma controlada até o solo. Diferentemente dos paraquedas individuais, o CAPS sustenta todo o avião.
O equipamento é parte da filosofia de segurança da Cirrus e acompanha a família SR desde os primeiros modelos. O sistema não elimina os riscos envolvidos na operação de uma aeronave, mas cria uma alternativa para situações em que o piloto não possui condições de controlar ou pousar o avião de maneira convencional.




Agora, ele pousa sozinho
A geração mais recente do modelo, denominada SR22 G7+, recebeu outro recurso que amplia a automação da aeronave: o Safe Return Emergency Autoland.
O sistema foi desenvolvido para situações de incapacidade do piloto. Quando acionado, assume o controle da aeronave, seleciona um aeroporto adequado e executa as etapas necessárias para o pouso: controla a rota, realiza a comunicação com os órgãos de tráfego aéreo, conduz a aproximação, pousa a aeronave, desacelera e pode desligar o motor.
O Cirrus SR22 convencional utiliza o motor Continental IO-550-N, um seis-cilindros opostos horizontalmente, refrigerado a ar e equipado com sistema de injeção.
Motor do Cirrus S22
O propulsor desenvolve 310 hp, o equivalente a cerca de 314 cv. A potência permite que o avião alcance uma velocidade máxima de cruzeiro próxima de 339 km/h. Há ainda o SR22T, versão equipada com motor turboalimentado. A principal vantagem dessa configuração está na capacidade de manter desempenho em altitudes maiores.
O SR22 aspirado possui teto operacional de aproximadamente 5.300 metros, enquanto o SR22T pode voar a até 7.620 metros. A versão turbo também apresenta diferenças em velocidade e autonomia.
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