Bastidores da Fórmula 1: como a carga do GP de São Paulo chega a Interlagos

Equipamentos do GP de São Paulo chegam em nove voos a Viracopos e seguem de carreta, com escolta, até o autódromo; DHL detalha a operação

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DHL é a parceira logística oficial da Fórmula 1 e transporta toneladas de carga entre os circuitos mundiais. (Foto: DHL | Divulgação)
Por João Paulo Profeta
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 06/11/2026 às 20h00

A corrida do Grande Prêmio de São Paulo, em Interlagos, durará menos de duas horas no próximo domingo (8). Montar o que a torna possível leva cerca de três semanas.

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É o tempo que a equipe da DHL, responsável pela logística da Fórmula 1 há mais de 20 anos, passa em cada circuito. Ela chega antes dos carros e, assim que a bandeira quadriculada cai, já despacha tudo para a etapa seguinte.

Na temporada de 2026, segundo a empresa, são até 1.300 toneladas de carga entre 23 destinos em cinco continentes. Entram na conta carros, equipamentos de TV e até a estrutura de hospitalidade.

Nove voos até Campinas

Para a etapa brasileira, a carga chega por Viracopos, em Campinas. Desde 28 de outubro, nove voos cargueiros, a começar por um Boeing 777, trazem cerca de 800 toneladas de material, que seguem de carreta até Interlagos.

É a 25ª vez seguida que o aeroporto recebe e despacha a Fórmula 1. Na volta, outros nove voos levam tudo para Las Vegas, onde a corrida acontece em 22 de novembro.

Por causa do valor dos equipamentos, as carretas deixam o aeroporto com escolta, segundo a DHL.

200 dias longe de casa

Quem coordena tudo nos circuitos é Giorgia Tirabassi, gerente de operações de logística da DHL no automobilismo. Ela comanda 50 especialistas que se revezam entre as corridas.

O trabalho vai de operar empilhadeira a montar paletes para avião e encher contêineres, muitas vezes madrugada adentro, sob calor ou temporal. Tirabassi estima passar mais de 200 dias por ano fora de casa.

O calendário aperta ainda mais neste ano, com cinco rodadas duplas e três triplas, em que as corridas acontecem em fins de semana seguidos. “O calendário das corridas não muda, por isso precisamos encontrar uma maneira de realizar as entregas”, diz ela.

Em 2025, segundo a DHL, o combustível sustentável de aviação usado nos voos fretados da categoria evitou cerca de 20 mil toneladas de CO₂ equivalente.

Para Tirabassi, o sucesso se mede de um jeito simples: “Muitas vezes, nosso trabalho passa despercebido, mas sabemos que, se as equipes conseguiram correr, significa que fizemos o nosso trabalho”.

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