BMW cria tanque chato que resolve o gargalo de espaço dos carros a hidrogênio

Tecnologia aplicada ao protótipo do iX5 permite autonomia de 750 km e preserva o conforto interno; produção em série está prevista para 2028

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Sistema inédito otimiza espaço, reduz complexidade produtiva e permite até 750 km de alcance (Foto: BMW | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 17/04/2026 às 06h00

O BMW Group revelou uma evolução tecnológica no armazenamento de combustível que promete dar mais capacidade ao hidrogênio no setor automotivo. Isso porque o protótipo BMW iX5 Hydrogen recebeu um sistema de tanques planos capaz de elevar sua autonomia para 750 quilômetros (WLTP), eliminando um dos principais obstáculos da tecnologia: a perda de espaço interno em relação aos modelos a combustão ou puramente elétricos.

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A solução, batizada de “Hydrogen Flat Storage”, integra-se fisicamente ao espaço antes ocupado pela bateria de alta tensão de sexta geração da marca. O sistema utiliza sete tanques de alta pressão (700 bar) fabricados em compósito de fibra de carbono. Conectados como uma unidade única, eles comportam cerca de sete quilos de hidrogênio. A grande vantagem operacional permanece o tempo de abastecimento: o conjunto pode ser completado em menos de cinco minutos.

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Além da eficiência volumétrica, o novo arranjo beneficia a segurança passiva, já que os tanques são instalados entre os eixos, protegidos pela estrutura do chassi. Do ponto de vista industrial, a inovação reduz a complexidade produtiva, permitindo que veículos com célula de combustível sejam montados na mesma linha das versões híbridas ou a combustão, conferindo flexibilidade à fábrica de Spartanburg e outras unidades globais.

O conjunto motriz combina uma célula de combustível de terceira geração com sistemas de controle dinâmico que preservam o desempenho típico da fabricante bávara. A iniciativa reforça a “abertura tecnológica” defendida pela BMW para reduzir a dependência de infraestruturas exclusivas de eletrificação. A previsão é que os primeiros modelos com esta tecnologia cheguem ao mercado em 2028.

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1 Comentário
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Washington Luis Ferreira de Oliveira 19 de abril de 2026

Ainda estão no caminho errado, pressurizar H2 e de altíssimo risco, o caminho é compósito em baixa pressão risco zero.porqur será que só trilham o caminho mais difícil??

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