Bugatti de 1.000 cv pode ganhar algo que a marca não oferece há mais de 30 anos

Mate Rimac admite versão do Tourbillon com câmbio manual e sem motores elétricos; último Bugatti com três pedais foi o EB110, que saiu de linha em 1995

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Bugatti Tourbillon tem motor V16 aspirado de 1.000 cv, que pode ganhar câmbio manual em nova versão (Foto: Bugatti | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 27/10/2026 às 14h00

A Bugatti pode ganhar um hipercarro mais simples, mais leve e com câmbio manual.

Em entrevista à revista Top Gear publicada nesta segunda-feira (26), Mate Rimac, CEO da Bugatti Rimac, disse que o Tourbillon é uma plataforma, e não um modelo único, e que outras versões virão. Perguntado se uma delas poderia ter câmbio manual, respondeu: “Com certeza. Pode apostar.”

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A fala não confirma um novo modelo. Mas é a segunda vez em dois meses que o executivo toca no assunto: em agosto, na Semana do Carro de Monterey, nos Estados Unidos, ele já havia sugerido um V16 com câmbio manual “de verdade”.

Até 300 kg mais leve

Hoje, o Tourbillon combina um motor V16 8.3 aspirado com 1.000 cv e 91,8 kgfm, que gira até 9.000 rpm, a três motores elétricos e uma bateria de 25 kWh. Juntos, eles chegam a 1.800 cv.

Segundo a Top Gear, sem o sistema elétrico e o câmbio automatizado de dupla embreagem, o carro ficaria cerca de 300 kg mais leve que os 1.995 kg atuais, ainda com os 1.000 cv do V16.

O maior desafio seria criar um câmbio manual que aguente tanta força. Seria o primeiro Bugatti com três pedais desde o EB110, que saiu de linha em 1995 e só era vendido com câmbio manual de seis marchas.

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Foto: Bugatti | Divulgação

De volta às raízes

Rimac atribui a liberdade para ideias assim à independência da marca: o Grupo Rimac e um consórcio de investidores assumiram todo o controle da Bugatti, que não tem mais participação da Porsche nem do Grupo Volkswagen.

Para ele, em vez da “marreta” que os Bugatti foram nos últimos 20 anos, a marca poderia fazer algo mais envolvente e mais próximo do Type 35, carro de corrida dos anos 1920.

Interessados não devem faltar. As 250 unidades do Tourbillon, que custa cerca de R$ 24 milhões (3,8 milhões de euros), foram vendidas antes do início da produção, que deve ocupar a fábrica até 2029.

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