BYD prepara caminhão mecânico elétrico de 60 toneladas para o mercado brasileiro
Cavalo mecânico de 60 toneladas será importado e começará por operações portuárias; nacionalização depende das vendas
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 17/08/2026 às 14h00
Atualizado em 20/08/2026 às 15h13
A BYD prepara sua entrada no mercado brasileiro de caminhões pesados com um cavalo mecânico elétrico de 60 toneladas de Peso Bruto Total (PBT). O modelo será importado e começará por operações portuárias e rotas curtas, segundo informações da Agência Transporte Moderno.
O veículo pode ser a principal novidade da montadora chinesa na Fenatran 2026, em novembro, em São Paulo, mas a presença na feira não está confirmada. Bruno Paiva, diretor de vendas de caminhões e chassis de ônibus da BYD, disse à publicação que, se o cronograma não fechar, o lançamento será feito de outra forma ainda neste ano.
O anúncio avança sobre os testes revelados pela Transporte Moderno em abril, quando a BYD avaliava dez cavalos mecânicos elétricos 6×2 na Bahia. A razão é o tamanho do mercado. “Quase metade do mercado é veículo pesado. Se você quiser estar no mercado de caminhão, precisa estar no mercado de veículo pesado”, afirmou Paiva. A marca chegou aos caminhões no Brasil pelos leves e médios, com T35, T75, T18 e T23.
Portos e rotas curtas antes das longas distâncias

A BYD não pretende colocar o pesado de imediato em mineração e agronegócio. A aposta é começar por trajetos previsíveis, como percursos entre a região de São Paulo e os portos com retorno à origem, em que a empresa conhece a distância e os pontos de parada e pode instalar carregadores — uma operação que Paiva chama de tailor-made, ou sob medida. A lógica é contornar o principal gargalo da eletrificação de pesados: em vez de depender da rede pública, a montadora controla a recarga.
Bateria Blade e recarga de até 360 kW
A aposta técnica é a bateria Blade, de fosfato de ferro-lítio (LFP), já usada nos ônibus elétricos da marca no país. Com células em formato alongado, ela aproveita melhor o espaço do pacote e, segundo a BYD, oferece maior densidade energética — o que pesa em um veículo de 60 toneladas, onde cada quilo de bateria compete com a carga paga. “Com menos bateria a gente tem mais capacidade energética”, disse o executivo. A empresa afirma trabalhar com recarga de até 360 kW, contra 180 kW que Paiva atribui a alguns concorrentes.
A nacionalização dependerá da demanda e é peça-chave no crédito: linhas como o Finame, do BNDES, exigem conteúdo local, e Paiva cita 60% como referência. A fábrica de baterias de Manaus está sendo adaptada para a Blade e poderá abastecer os caminhões. “O coração vai ser brasileiro”, afirmou.
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Coisa muito boa. Hoje vivemos em um oligopólio onde poucos dominam tudo.
Não há como fugir, tem montadora que determina como melhor nos explorar, pois são donos de mais de uma marca.
Compraram marcas de grande qualidade e nivelaram tudo lor baixo.
Agora terão de se virar para continuar com a “imposição” sobre nosso mercado.
Que venham com força, aqui comandam e ja destruíram muitos concorrentes. E ainda tem “patriota” que brigam pelos interesses delas, alrdiando que são brasileiras
O melhor disso: concorrência. Mercedes Benz, Volvo, Scania, Volkswagen e Iveco já estavam muito acomodadas. Precisa de um sacode para mexer nos preços, como aconteceu nos veículos leves.
ótimo ! … sem caríssimo diesel, sem biodisel, se Arla32, sem barulho, sem fumaceira
