Citroën Basalt e Aircross ganharão versões híbridas leve flex em 2027

Sistema híbrido leve de 12 volts, criado pela Stellantis em Betim, deve estrear nos SUVs da marca francesa na linha 2028 e chegar depois ao C3

Citroën Basalt Dark Edition Turbo 200 2026 Cinza Sting frente em movimento (3)
Citroën Basalt deve estrear em 2027 o sistema híbrido leve de 12 volts que já equipa Fiat e Peugeot (Foto: Citroën | Divulgação )
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 27/10/2026 às 20h00

A Citroën também terá carros híbridos flex no Brasil. Segundo o Jornal do Carro, a Stellantis vai levar à marca francesa o sistema híbrido leve (MHEV) de 12 volts que já equipa modelos da Fiat e da Peugeot.

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A estreia deve ocorrer em 2027, nos SUVs Basalt e Aircross, já como linha 2028. Mais tarde, a tecnologia deve chegar também ao hatch C3. Ainda não há definição sobre quais versões receberão o conjunto nem sobre os preços.

A novidade faz parte da estratégia da Stellantis de ampliar a oferta do sistema em todas as suas marcas no país.

Criado em Betim

Desenvolvida pela engenharia da Stellantis em Betim (MG), a tecnologia estreou nos Fiat Pulse e Fastback em 2024. Em 2025, passou a equipar os Peugeot 208 e 2008.

O sistema combina o motor 1.0 turbo flex de três cilindros da família GSE a um pequeno motor-gerador elétrico ligado ao virabrequim por uma correia.

Chamado de BSG (sigla em inglês para motor-gerador acionado por correia), o componente substitui o alternador e o motor de partida convencionais. Ele dá a partida no motor a combustão e faz funcionar o sistema que desliga o motor nas paradas e o religa na saída (start-stop).

Nas desacelerações e frenagens, o BSG recupera parte da energia do movimento e a transforma em eletricidade para recarregar a bateria. Em algumas acelerações, usa essa energia para ajudar o motor a combustão.

Não anda só com eletricidade

Por operar em 12 volts, o sistema não permite que o carro rode só com eletricidade, como fazem os híbridos plenos.

A proposta é aliviar o esforço do motor a combustão e reduzir o consumo, sobretudo no trânsito urbano, com suas paradas e arrancadas frequentes. A Stellantis estima uma economia de cerca de 10% em relação às versões sem o conjunto.

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