Etanol e diesel S-10 sobem na 1ª quinzena de setembro; gasolina tem leve queda
Levantamento da Edenred Ticket Log mostra alta de 1,69% do etanol e de 0,42% do diesel S-10 após alívio em agosto; gasolina e diesel comum recuaram
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 26/09/2026 às 17h00
O etanol e o diesel S-10 ficaram mais caros nos postos brasileiros na primeira quinzena de setembro, interrompendo o alívio registrado em agosto.
Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que reúne dados de 21 mil postos, o litro do etanol passou de R$ 4,14 para R$ 4,21 (alta de 1,69%). O diesel S-10 foi de R$ 7,08 para R$ 7,11, em avanço de 0,42%. Na contramão, a gasolina caiu 0,30%, para R$ 6,72, e o diesel comum recuou 0,29%, para R$ 6,76.
A alta ocorre em meio à volatilidade no mercado global de energia. No período, o petróleo Brent superou US$ 105 por barril, e o WTI passou de US$ 101. Segundo a Edenred, entre os fatores de pressão estão os ataques recentes à infraestrutura energética da Arábia Saudita, que levaram ao fechamento temporário do oleoduto Leste-Oeste, rota alternativa ao Estreito de Ormuz.
A redução do tráfego no próprio Ormuz e as hostilidades no Estreito de Bab el-Mandeb também elevaram os prêmios de risco e os custos do transporte internacional. Na sexta-feira (25), o Brent fechou a US$ 104,37, em meio a negociações entre Estados Unidos e Irã para reabrir Ormuz.
“Uma eventual manutenção do petróleo em patamares elevados pode ampliar a pressão sobre a relação entre os preços praticados nas refinarias e as referências internacionais, sobretudo no diesel, combustível de maior peso na operação do transporte rodoviário”, afirma Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade.
Etanol sobe no Sudeste e dispara no Amazonas
Após as baixas da safra em agosto, o etanol voltou a subir no Sudeste: alta de 2,51%, para R$ 4,09, ainda a menor média do país. No Centro-Oeste, o combustível subiu 2,20%, para R$ 4,18. Entre os estados, o Amazonas teve a maior alta, de 4,57%, para R$ 5,26. Pernambuco registrou a maior queda, de 3,26%, para R$ 5,05.
Diesel S-10 pesa mais no Sul e no Centro-Oeste
No diesel S-10, as maiores altas regionais se concentraram no Sul, com avanço de 1,83%, para R$ 6,69, e no Centro-Oeste, de 1,57%, para R$ 7,13. Mato Grosso teve a maior alta estadual, de 3,09%, para R$ 7,34, seguido pelo Amazonas, com 2,80%, para R$ 7,35. \
No Rio Grande do Sul, o combustível subiu 2,55%, para R$ 6,44, mas manteve o menor preço médio do país. O Paraná teve alta de 2,22%, para R$ 6,90. O S-10 mais caro foi registrado no Acre, a R$ 8,15.
A gasolina teve variações mais contidas. O Centro-Oeste registrou a maior alta regional, de 0,15%, e o Sul, a maior queda, de 0,93%. Entre os estados, o Distrito Federal teve o maior aumento, de 2,23%, para R$ 6,89, e a Bahia, a maior redução, de 3,01%, para R$ 6,77. O Rio Grande do Sul manteve a menor média nacional, de R$ 6,27, e Roraima, a maior, de R$ 7,70.
No diesel comum, Alagoas liderou as altas estaduais, com 1,68%, para R$ 7,28. O Paraná teve o menor preço médio do país, de R$ 6,14.
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