Depois do seu carro elétrico, Ferrari confirma que investirá em biocombustíveis
Dois modelos ainda sem nome chegam até dezembro, enquanto Maranello testa alternativas para manter vivo o motor a combustão
Publicado em 31/07/2026 às 20h00
A Ferrari vai lançar dois novos modelos até o fim de 2026 e já testou combustíveis neutros em carbono em seus motores a combustão. O anúncio foi feito pelo presidente-executivo da montadora, Benedetto Vigna, na teleconferência de resultados do segundo trimestre, realizada na quinta-feira (30). A marca não revelou quais serão os carros nem quais propulsores passaram pelos testes.
A dupla de lançamentos reforça a estratégia de neutralidade tecnológica que Maranello defende desde 2022: em vez de apostar em um único caminho, a fabricante mantém em paralelo modelos a combustão, híbridos e elétricos. Neste trimestre, apresentou justamente os dois extremos desse leque: a Ferrari Luce, seu primeiro elétrico de produção em série, e o 12Cilindri Manuale, que resgata o câmbio manual.
Biocombustíveis entram na conta

Os biocombustíveis, disse Vigna, estão no grupo dos combustíveis neutros em carbono e “funcionam bem em nossos motores”. Segundo o executivo, a empresa já avaliou diferentes tipos dessas alternativas e não houve perda de desempenho. Ele não informou quais formulações foram usadas nem em quais motores, e a Ferrari não divulgou prazo para eventual aplicação comercial.
O interesse tem explicação: combustíveis neutros permitem cortar emissões sem aposentar a combustão interna, argumento sensível para uma clientela que associa a marca ao ronco do motor. Alternativas do tipo estão no centro da discussão europeia sobre o fim da venda de carros a combustão, prevista para 2035.
A aposta elétrica, por sua vez, teve recepção dividida. A Luce, um liftback de quatro motores apresentado em Roma, foi criticada por parte dos fãs e recebida com desconfiança pelo mercado financeiro, mas teve a cota global de 2026 esgotada, com pedidos da China já avançando para 2027.
Dois lançamentos sem nome
Publicações especializadas apostam que um dos modelos previstos seja uma versão de teto removível do F80, hipercarro híbrido de cerca de 1.217 cv, e que o outro derive do 12Cilindri. A Ferrari não confirma nenhuma das hipóteses. É praxe da casa manter os detalhes em sigilo até a apresentação, o que costuma resultar em séries limitadas esgotadas antes mesmo da estreia pública.
Os números do trimestre ajudam a sustentar o ritmo de lançamentos. A receita líquida somou 1,938 bilhão de euros, alta de 8%, e o lucro líquido subiu 9%, para 463 milhões de euros. O Ebitda avançou 7%, para 755 milhões de euros, com margem de 39%. As entregas, porém, recuaram, a 3.366 unidades, reflexo da troca de gerações em parte da linha.
O que compensou o volume menor foi a venda de itens sob encomenda: as personalizações responderam por cerca de 20% da receita com carros e peças. Como o resultado superou as estimativas do mercado, a companhia elevou as projeções para o ano e passou a esperar receita de aproximadamente 7,6 bilhões de euros e Ebitda ajustado de pelo menos 2,97 bilhões de euros.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
|
|
|
|
X
|
|
|
Siga no
|
||||
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
Podcast - Ouviu na Rádio
|
AutoPapo Podcast
|
