Estudo revela quais os carros híbridos chineses mais confiáveis do mercado

De problemas mecânicos ao design de software: estudo revela o que irrita o consumidor e quais marcas dominam o mercado chinês

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Veículos da Nio se destacaram nas métricas do estudo (Foto: Nio | Divulgação)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 06/04/2026 às 14h00

O estudo J.D. Power 2026 China New Energy Vehicle Initial Quality Study (NEV-IQS) revela um amadurecimento na manufatura de veículos eletrificados na China. Embora o volume total de queixas apresente uma leve alta, o ritmo de crescimento de novos problemas desacelerou. O índice médio da indústria atingiu 231 problemas por cada 100 veículos (PP100), indicando que as fabricantes conseguiram estabilizar a qualidade física dos componentes.

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Geração Z e o domínio da Xiaomi e NIO

No ranking por segmentos, a Xiaomi e a NIO consolidaram sua liderança em qualidade inicial. O Xiaomi SU7 venceu na categoria de sedãs médios elétricos, enquanto o recém-lançado SUV YU7 garantiu o topo entre os utilitários compactos. No setor premium, a NIO manteve o domínio com o SUV ES8 e o sedã ET5, reafirmando a força das marcas nativas tecnológicas frente às montadoras tradicionais.

O levantamento acendeu um alerta sobre o perfil demográfico dos compradores: a participação da Geração Z (nascidos após o ano 2000) triplicou no mercado de eletrificados desde 2024. Este público é mais rigoroso, registrando um índice de problemas 12% superior à média da indústria, com foco especial na estética e na fluidez tecnológica.

Mudança no perfil das reclamações

A natureza das falhas relatadas pelos proprietários mudou de foco. O crescimento de defeitos mecânicos e mau funcionamento de peças tradicionais estagnou, sinalizando que a construção dos carros atingiu um patamar de maturidade. Atualmente, cerca de 70% das queixas estão relacionadas a erros de projeto e design, especialmente na interface entre homem e máquina.

Pelo terceiro ano consecutivo, o sistema de infoentretenimento é o principal foco de insatisfação, seguido por instabilidades no software de assistência ao condutor (ADAS). Em contrapartida, a engenharia de baterias e os sistemas de carregamento apresentaram melhora significativa, com uma redução considerável nas reclamações sobre autonomia e infraestrutura de recarga.

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