Fernando Alonso compra o Bugatti Veyron apontado como o mais caro já fabricado
Exemplar do Veyron Grand Sport Vitesse teve cada painel usinado em bloco único de alumínio, em exigência que consumiu 20 toneladas do metal
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 21/09/2026 às 11h00
Fernando Alonso voltou a ser flagrado em Mônaco ao volante de um Bugatti, e não de um exemplar qualquer. Semanas depois de circular pelo principado com um EB110 GT, o bicampeão mundial de Fórmula 1 apareceu com um Veyron Grand Sport Vitesse 2015 apontado como o mais caro já produzido pela marca francesa.
Segundo o site espanhol Motorpasión, o carro é o chassi 8100, anunciado pela Mechatronik, especialista alemã em veículos de coleção com a qual o piloto da Aston Martin já negociou outras vezes: dela vieram seu Mercedes-Benz CLK GTR e o Pagani Zonda Diamante Verde. O hipercarro usa o motor W16 8.0 quadriturbo com 1.200 cv e 153 kgfm, tem carroceria em alumínio polido e fibra de carbono e interior vermelho.

Vinte toneladas de alumínio e uma ameaça
O que separa esse Veyron dos demais está no processo de fabricação. O primeiro proprietário exigiu que cada painel da carroceria fosse feito a partir de um único bloco de alumínio, sem nenhuma solda, e que o metal chegasse até os para-choques. A ressalva não era detalhe: nas séries Pur Sang, anteriores, os para-choques eram de plástico pintado para imitar o alumínio. Para atender ao pedido, a fábrica de Molsheim consumiu cerca de 20 toneladas do material.
O cliente avisou que cancelaria outras encomendas caso a Bugatti recusasse a empreitada. Diante do risco de perder milhões em pedidos, a montadora cedeu. O resultado foi o Veyron mais caro e, segundo a publicação espanhola, também o mais difícil de construir de toda a série.
A conta do capricho
Não há confirmação do valor pago por Alonso. Estimativas da época da encomenda indicavam que, sobre o preço básico de R$ 13,6 milhões (2,3 milhões de euros), o primeiro comprador desembolsou outros R$ 26,6 milhões (4,5 milhões de euros) apenas em personalização, algo próximo de R$ 40 milhões no total pela cotação atual.
Esse dono se desfez do carro com apenas 750 km no odômetro, quilometragem com a qual o Veyron chegou à Mechatronik. Também não se sabe se o espanhol manteve as iniciais “KAQ” bordadas nos encostos de cabeça e na tampa do tanque de combustível, referência a Khadem al-Qubaisi, ex-presidente do banco suíço Falcon e ex-diretor do fundo soberano emirati IPIC.
Apontado pela Justiça americana como beneficiário de cerca de US$ 472 milhões (aproximadamente R$ 2,4 bilhões) desviados do fundo malaio 1MDB, ele está preso nos Emirados Árabes Unidos desde 2016, e parte de sua coleção de superesportivos foi apreendida na Suíça.
A compra se soma a uma sequência recente que inclui o Lancia Delta HF Integrale Martini 6, também visto em Mônaco. Produzido até 2015, o Grand Sport Vitesse acelera de 0 a 100 km/h em 2,6 segundos e alcança 410 km/h com o teto rígido instalado.
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