Ferrari F50 que pertenceu a Mike Tyson vai a leilão nos EUA
Superesportivo raro, um dos 349 já feitos, vai a leilão nos EUA com estimativa de US$ 7 milhões a US$ 9 milhões e sem reserva
Publicado em 23/07/2026 às 19h00
Uma Ferrari F50 1995 que um dia pertenceu a Mike Tyson está de volta ao mercado — e desta vez com uma etiqueta de preço à altura da lenda do boxe. O superesportivo irá a leilão na tradicional casa RM Sotheby’s, em Monterey, na Califórnia, com estimativa de arremate entre US$ 7 milhões e US$ 9 milhões e, o mais surpreendente, sem preço mínimo de reserva.
Na prática, isso significa que o maior lance leva o carro, não importa o valor. Para um dos modelos mais cobiçados da história da Ferrari, é uma aposta ousada da casa de leilões.
Um raro entre os raros

O chassi 104220 é a 73ª das apenas 349 unidades produzidas entre 1995 e 1998 e uma das 55 configuradas para o mercado norte-americano. Fabricado em novembro de 1995 e finalizado em fevereiro do ano seguinte, deixou a fábrica na cor Vermelho Corsa, com interior preto e detalhes vermelhos nos bancos.
Segundo a RM Sotheby’s, o carro marca hoje cerca de 9.970 km rodados e passou por revisão completa na Ferrari of Newport Beach antes do leilão. Em 2008, recebeu a certificação Ferrari Classiche, que atesta que motor, câmbio e carroceria seguem sendo os originais de fábrica.
O elo com o “Iron Mike”

De acordo com o historiador da marca Marcel Massini, Tyson comprou a F50 em 1996, pouco depois de reconquistar seus títulos dos pesos-pesados. A relação foi breve: ainda naquele ano, o boxeador revendeu o carro à mesma concessionária. Mesmo assim, o nome de um dos maiores ídolos do boxe seguiu colado ao chassi desde então. Para reforçar o vínculo, o lote inclui um par de luvas de boxe autografadas pelo próprio Tyson, além do teto rígido de fábrica, ferramentas, manuais e um jogo de malas sob medida.
Engenharia de Fórmula 1 nas ruas

A F50 foi criada para celebrar os 50 anos de carros de rua da Ferrari, com uma proposta simples no conceito e brutal na execução: levar o máximo possível da tecnologia da Fórmula 1 para um modelo com placa. O V12 4.7 aspirado, derivado do programa de F1, entrega cerca de 520 cv (382 kW) e funciona como parte estrutural do chassi de fibra de carbono — solução tirada direto dos monopostos.
O desenho é assinado pela Pininfarina, com teto removível que permite alternar entre as configurações barchetta e berlinetta. As referências da época apontam desempenho de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e velocidade máxima próxima de 325 km/h.
Com produção enxuta e história rara, a F50 integra o seleto grupo dos seis hipercarros mais celebrados da Ferrari, ao lado de 288 GTO, F40, Enzo, LaFerrari e F80 — o que só aumenta o apetite dos colecionadores por este exemplar.
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