John Elkann, chefão da marca, levou o primeiro modelo eletrificado de Maranello para receber a bênção do Papa Leão XIV na Itália
A Ferrari apresentou recentemente o Luce, o primeiro veículo 100% elétrico de sua história. Apesar da grande expectativa, o modelo estreou enfrentando forte ceticismo por parte de críticos e do mercado financeiro. O debute ocorre em um período desafiador, no qual marcas de luxo recuam em suas metas de eletrificação. Como resultado, as ações da Ferrari despencaram 8,4% na bolsa de Milão e 5,3% nos Estados Unidos.
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O presidente da Ferrari, John Elkann, exibiu o novo modelo diretamente ao Papa Leão XIV em sua residência de verão em Castel Gandolfo. O Luce (que significa “luz” em italiano) traz uma configuração inédita: é o primeiro modelo de quatro portas e cinco assentos na história da fabricante.
Na Itália, o preço sugerido do elétrico gira em torno de impressionantes 500.000 euros (cerca de R$ 2,9 milhões). Sob a carroceria conceitual, a marca aplicou engenharia superlativa. O modelo é impulsionado por quatro motores elétricos independentes que geram 1.000 cv, cumprindo o 0 a 100 km/h em meros 1,9 segundo e prometendo autonomia superior a 530 km.

O principal ponto de crítica reside no impacto da arquitetura elétrica no visual. Especialistas explicam que, pela falta do motor térmico tradicional, as baterias foram instaladas sob o assoalho. Isso elevou a altura do carro, tornando-o visualmente menos esguio. Críticos apontam que o design externo “não grita Ferrari”, sendo classificado como o modelo mais controverso a ostentar o logotipo do cavalo rampante.










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