Ford Mustang conversível mais potente da história tem 806 cv; veja o que muda
É o Ford Mustang de teto aberto mais potente da história e o primeiro conversível de alto desempenho da linha desde 2013
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 14/08/2026 às 14h00
A Ford revelou o Mustang Dark Horse SC conversível, que chega como modelo 2027 com 806 cv e o título de Mustang de teto aberto mais potente já feito pela marca. É também o primeiro conversível de alto desempenho da linha desde 2013. As encomendas abrem no outono do hemisfério norte, entre setembro e dezembro, e as entregas começam na primavera de 2027, a partir de março. O preço não foi divulgado.
O modelo integra as comemorações dos 125 anos da Ford Racing, divisão que também assinou o cupê Dark Horse SC, apresentado em janeiro. Sob o capô está o mesmo V8 Predator 5.2 superalimentado, com 806 cv e 91,2 kgfm, associado a um câmbio Tremec de dupla embreagem e sete marchas e tração traseira.
“Se o cupê é o lado de raça de corrida do nosso DNA, este conversível é a parte de puro apelo de rua da fórmula”, afirmou Mark Rushbrook, diretor global da Ford Racing.

Reforço de magnésio e retoques na aerodinâmica
O ponto de partida foi a estrutura do Mustang GT 5.0 conversível, à qual os engenheiros acrescentaram uma barra de magnésio ligando as torres de suspensão de um lado a outro do compartimento do motor, para dar conta dos esforços de 806 cv em uma carroceria sem teto rígido. A suspensão MagneRide de nova geração recebeu calibração específica, voltada à rua e não ao tempo de volta.
“Em vez de priorizar o conversível para cravar tempos de volta, nós o projetamos para ser a melhor máquina de grand touring com o teto aberto”, disse Arie Groeneveld, engenheiro-chefe do programa.
A capota também obrigou a ajustes na aerodinâmica. Como o perfil do teto de lona difere do rígido, os engenheiros prolongaram a aba do extrator de ar do capô, fechando parte da área aberta. O aerofólio traseiro mantém o desenho e o ângulo de ataque do cupê, mas ganhou suportes exclusivos para a tampa do porta-malas e perdeu as abas verticais das extremidades.

O roxo que muda de cor
Entre as novidades estéticas está a cor Precision Purple Metallic, que altera o tom conforme a incidência da luz, embora sem o efeito extremo das antigas pinturas Mystic e Mystichrome oferecidas em versões Cobra. As pinças de freio ganham uma cor exclusiva e o interior pode ser configurado em Black Onyx ou Space Gray, com aplicações em fibra de carbono. A capota é acionada por um botão.
O restante do pacote visual repete o do cupê, com entradas de ar ampliadas, para-lamas alargados, saias laterais e saídas de escape retangulares. A Ford afirmou que vai produzir de acordo com a demanda, sem número fixo de unidades.


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