GWM Ora 5 ganha versão GT com kit aerodinâmico e LiDAR no teto; veja o que muda
Pacotes GT e Sport trazem splitter, aerofólio, pinças vermelhas e sensor LiDAR, mas GWM não confirmou ganho de potência
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 29/07/2026 às 16h00
A GWM apresentou na China duas novas configurações para o ORA 5: as versões GT e Sport. As adições apostam em apelo visual esportivo e acabamentos exclusivos, mas a fabricante chinesa não confirmou mudanças na motorização nem ajustes de dinâmica de rodagem. O anúncio chega semanas depois de o SUV elétrico estrear no Brasil, onde é vendido por R$ 159.900 e já tem produção nacional confirmada.
Até agora, a GWM divulgou apenas imagens oficiais dos dois pacotes. A montadora também não informou se as versões serão oferecidas às variantes híbrida e a combustão do ORA 5, vendidas no mercado chinês.
Sport é discreta; GT ganha kit aerodinâmico

A variante Sport traz alterações mais sóbrias. Entre os elementos do pacote estão a carroceria com pintura em dois tons — com o teto na cor branca —, rodas de liga leve de maior diâmetro, pinças de freio pintadas em vermelho e um sensor LiDAR acomodado na parte superior do teto. O componente hoje é restrito às versões puramente elétricas vendidas na China e sinaliza um pacote mais avançado de assistências à condução, ancorado no sistema Coffee Pilot 3, da própria marca.
A configuração GT adota uma linguagem estética mais agressiva. O conjunto inclui splitter dianteiro, saias laterais e aerofólio traseiro, com detalhes em vermelho nos faróis, nas rodas, nas pinças de freio e nas peças aerodinâmicas. A identidade elétrica da unidade exibida só é percebida pela portinhola de recarga instalada no para-lama dianteiro — o que abre a possibilidade de a versão suceder o antigo Ora 03 GT na linha chinesa.

Mecânica inalterada e fábrica no Espírito Santo
Apesar da proposta visual arrojada, a GWM manteve a discrição sobre o conteúdo mecânico. Não há registro de incremento de potência, revisão de suspensão ou calibrações de desempenho, o que sugere mudanças restritas ao design.
Na China, o ORA 5 é vendido em configurações elétricas, com motor dianteiro de 204 cv e baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 45,3 kWh e 58,3 kWh, boas para 480 km e 580 km no ciclo CLTC, e também em versões híbridas e a combustão — esta última com o 1.5 turbo de 184 cv. A linha parte de 69.800 yuans, cerca de R$ 53 mil, e os preços dos dois novos pacotes não foram anunciados.

No Brasil, o ORA 5 chegou em junho em versão única, por R$ 159.900. O SUV elétrico usa o mesmo motor de 204 cv e 26,5 kgfm, acelera de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos e tem velocidade máxima limitada eletronicamente a 160 km/h. A bateria de 58,3 kWh rende autonomia de até 349 km pelo ciclo do Inmetro e aceita recarga em corrente contínua de até 120 kW, o que permite ir de 20% a 80% da carga em 20 minutos, segundo a fabricante.
A produção nacional foi confirmada para a segunda fábrica da marca no país, em Aracruz, no Espírito Santo. A planta receberá R$ 4,6 bilhões na primeira etapa, dentro do plano de R$ 10 bilhões anunciado para o Brasil, e nascerá multienergia, capaz de montar elétricos, híbridos e modelos a combustão na mesma linha.
A capacidade chegará a 200 mil unidades por ano — quatro vezes a da unidade de Iracemápolis (SP), onde saem Haval H6, Haval H9 e Poer P30 —, mas a operação só começa em 2029. Por ora, GT e Sport aparecem apenas no material chinês, e a GWM não informou se as duas configurações serão exportadas.
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