Jato brasileiro da Embraer permitirá 42 novas rotas da Latam; veja os voos que estreiam
Jato brasileiro de 136 assentos assume 42 rotas até março de 2027 e avança sobre o território da Azul; veja quais cidades entram na malha
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 11/08/2026 às 21h00
A Latam Airlines abriu a venda de passagens para a primeira fase de operação do Embraer E195-E2, o jato brasileiro que estreia na malha da companhia na última semana de novembro. Até 14 aeronaves serão incorporadas gradualmente até março de 2027, período em que o modelo assumirá 42 rotas domésticas e levará a empresa a quatro cidades onde nunca operou.

As estreias acontecem em Cabo Frio (RJ), Ji-Paraná (RO), Macaé (RJ) e Rondonópolis (MT), todas ligadas a Guarulhos. Com elas, a LATAM chega a 67 destinos no Brasil, a maior rede doméstica de sua história. O plano foi detalhado na apresentação dos resultados do segundo trimestre, e as vendas começaram em 5 de agosto.
“Esta é apenas a primeira fase da nossa operação com o E195-E2”, afirmou Jerome Cadier, CEO da Latam Airlines Brasil, que diz analisar até 18 novos destinos para uma segunda etapa em 2027, conforme o cronograma de entregas da Embraer avançar. São oito as rotas inéditas desta primeira fase:
| Rota | Voos semanais | Início |
|---|---|---|
| Guarulhos–Rondonópolis (MT) | 7 | Dezembro de 2026 |
| Guarulhos–Ji-Paraná (RO) | 4 | Dezembro de 2026 |
| Guarulhos–Cabo Frio (RJ) | 4 | Dezembro de 2026 |
| Guarulhos–Macaé (RJ) | 3 | Fevereiro de 2027 |
| Brasília–Ribeirão Preto (SP) | 7 | Fevereiro de 2027 |
| Porto Alegre–Viracopos (SP) | 14 | Fevereiro de 2027 |
| Curitiba–Londrina (PR) | 14 | Março de 2027 |
| Curitiba–Cuiabá (MT) | 7 | Março de 2027 |

Por que a LATAM escolheu o jato da Embraer
A operação nasce de um pedido firme de 24 unidades, com outras 50 opções de compra, fechado em 2025 e avaliado em cerca de US$ 2,1 bilhões. A escolha rompeu uma tradição: a frota da companhia é formada quase integralmente por Airbus e Boeing, e o E195-E2 disputou o contrato com o A220. Segundo Cadier, os 136 assentos do jato brasileiro se ajustam melhor às distâncias e à demanda das cidades atendidas do que a opção da Airbus, que ofereceria mais assentos e maior alcance.
Na prática, o avião menor permite abrir mercados que não sustentariam um Airbus. Seis das oito rotas inéditas não têm concorrente direto; as exceções são Curitiba–Londrina e Porto Alegre–Viracopos, onde a Azul já opera. A cabine tem 136 assentos em configuração 2-2, com até 20 na Premium Economy, além de Wi-Fi gratuito para clientes do Latam Pass, portas USB-C e a plataforma LAtam Play.

Mais frequências e a disputa pela malha doméstica
O jato também vai engordar a oferta em seis rotas já operadas. Guarulhos–Cascavel, Galeão–Curitiba e Porto Alegre–Curitiba ganham sete voos semanais cada uma, chegando a 21 frequências, alta de 50%. Guarulhos–Palmas sobe para 21 voos por semana, Guarulhos–Uberlândia para 28 e Guarulhos–Uberaba para quatro. Em outros 19 trechos, entre eles Fortaleza–Recife e as ligações de Guarulhos com Brasília, Manaus, Recife e Vitória, o E195-E2 apenas assumirá parte das frequências hoje operadas por aviões maiores.
O movimento tem endereço competitivo. Desde 2019, a LATAM passou de 44 para 63 aeroportos atendidos no país e chegará a 67 com o novo jato, avançando sobre a capilaridade regional que sempre foi o território da Azul. Dados da Anac apontam a liderança do grupo em market share doméstico e internacional desde 2021, e levantamento da OAG referente à temporada de verão do Hemisfério Norte de 2026 indica 38,2% da oferta de assentos domésticos, contra 32,9% da Gol e 28,8% da Azul.
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