Lanterna da Fórmula 1, Cadillac pode ser vendida por mais de R$ 16 bilhões

Mark Walter, que controla o time, já tem ao menos sete interessados, segundo o site Sportico; estreante deve ter prejuízo de R$ 2,2 bilhões em 2026

Cadillac Fórmula 1 Divulgação
Equipe estreante da Cadillac é a única sem pontos na Fórmula 1 em 2026 (Foto: Cadillac | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 05/11/2026 às 06h00

A Cadillac ainda nem terminou sua primeira temporada na Fórmula 1 e já pode trocar de dono. O bilionário Mark Walter, que controla a equipe pela TWG Global, procura compradores e pede pelo menos R$ 16,5 bilhões (US$ 3 bilhões) por ela, segundo o site americano Sportico, que ouviu três pessoas a par do processo.

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Ao menos sete interessados já apareceram, mas nenhum negócio foi fechado. A General Motors, sócia no projeto, não quis comentar.

Mudança de discurso

A movimentação contradiz a própria TWG. Em agosto, a empresa afirmou que não considerava deixar a Cadillac nem qualquer outra parte da TWG Motorsports, divisão que também reúne equipes na Indy, como a Andretti, e na Nascar.

Desde então, Walter, que também controla o Los Angeles Dodgers, time de beisebol, se desfez de outros ativos esportivos: vendeu o Los Angeles Lakers, da NBA, por R$ 68,6 bilhões, e sua fatia de 13% no Chelsea, clube de futebol inglês. Ele também busca comprador para o Los Angeles Sparks, da liga feminina de basquete.

As vendas ocorrem em meio a duas investigações federais nos EUA sobre transações não informadas envolvendo seguradoras controladas pelo grupo de Walter, segundo o Sportico. A TWG nega irregularidades, e o bilionário não foi acusado formalmente.

Nenhum ponto em 19 corridas

Na pista, a estreia é difícil. Depois de 19 GPs, a Cadillac é a única equipe sem pontos no campeonato; o melhor resultado foi o 13º lugar de Valtteri Bottas no GP da China. Sergio Pérez é o outro piloto do time.

A equipe deve ter prejuízo de cerca de R$ 2,2 bilhões neste ano, segundo o Sportico, por causa dos custos de montar a operação do zero.

Para entrar na categoria, TWG e GM pagaram R$ 2,5 bilhões às outras dez equipes como taxa de diluição — compensação por dividir as receitas da F1 com mais um time — e investiram pelo menos outros R$ 5,5 bilhões.

Mesmo assim, o preço pedido fica abaixo do valor médio de uma equipe de F1, estimado pelo Sportico em R$ 18,8 bilhões no ano passado, alta de 48% em 12 meses.

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