Mais uma lanterna para o seu carro? Entenda como funciona a “luz do obrigado”

Idealizada pelo ator Marcos Winter, a proposta que cria uma luz de cortesia no trânsito avança na Câmara dos Deputados e busca incentivar a gentileza

luz do obrigado marcos winter com fusca amarelo
O PL 2729/2026 estabelece que a luz do obrigado terá caráter facultativo e educativo, garantindo que não haja interferência nas luzes de freio, setas ou sinalizações de emergência. (Fotos: Reprodução)
Por Julia Vargas
Publicado em 18/08/2026 às 10h00
Atualizado em 18/08/2026 às 11h20

A iniciativa “Luz de Obrigado”, idealizada pelo ator Marcos Winter para estimular a gentileza ao volante, evoluiu de uma modificação artesanal em um Fusca 1977 para uma proposta legislativa em análise na Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei 2729/2026 sugere a alteração do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para permitir o uso facultativo de uma sinalização luminosa de cortesia.

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Apesar de muitos motoristas já utilizarem a buzina e os faróis para agradecer ou pedir desculpas, essa prática não é universal, muito menos regulamentada pelo CTB, podendo até mesmo gerar multa para o condutor, mesmo que ele esteja bem intencionado. Dessa forma, para acabar com interpretações equivocadas e estabelecer uma diretriz legal, sugriu a ideia de uma nova luz complementar nos veículos.

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Origem do conceito e funcionamento da “luz do obrigado”

A ideia nasceu há duas décadas, quando Marcos Winter instalou um LED azul acionado por botão no painel de seu Volkswagen Fusca amarelo. O objetivo era preencher uma lacuna na comunicação viária: oferecer um sinal exclusivo para agradecer, pedir desculpas ou demonstrar cooperação, evitando o uso inadequado da buzina, do pisca-alerta ou do farol alto.

Desenvolvido em parceria com Thiago Paschoa, o conceito prevê uma iluminação auxiliar integrada ao veículo, acionada por botão dedicado ou comando de voz. Para não comprometer a segurança, a instalação deve respeitar uma disposição triangular em relação aos faróis e lanternas originais, garantindo que não haja interferência nas luzes de freio, setas ou sinalizações de emergência.

Proposto pelo deputado federal Amom Mandel, o PL 2729/2026 estabelece que o dispositivo terá caráter estritamente facultativo, educativo e não prioritário. O sinal de cortesia não confere preferência de passagem nem altera as regras universais de circulação.

Tramitação no Congresso e respaldo técnico

A proposta recebeu apoio conceitual da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo a Abramet, a medida dialoga com a psicologia do trânsito ao aplicar o conceito de nudge (estímulo comportamental), promovendo a cortesia para reduzir episódios de estresse e agressividade entre os condutores.

Apesar da repercussão e do processo de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o equipamento ainda não está liberado para uso nos veículos brasileiros. Se o projeto for aprovado no Congresso, caberá ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentar a cor, a intensidade, o tempo de acionamento e os processos de homologação. O projeto prevê ainda que, no futuro, o sistema possa gerar dados estatísticos anonimizados para auxiliar pesquisas sobre o comportamento humano no trânsito.

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4 Comentários
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marcelogarcia1972@gmail.com 23 de agosto de 2026

Que idiotice, melhor uma luz escrito “peidei”

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Marcelo 23 de agosto de 2026

Que idiotice. Melhor uma lu escrito “peidei”

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Ingo 21 de agosto de 2026

Quase 150 anos de automóveis sem isso, não é agora que precisamos

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Miguel 19 de agosto de 2026

Bom Senhores, quanta asneira. Vocês querem tratar o câncer desse país com bandaid. Que tal ensinarem primeiro aos motoristas como funciona a tal da seta ? Ou como se age na faixa de pedestres ? pq o pessoal acha q quando tem alguém atravessando é exigido que se acelere o veiculo.
Acho que já seria um bom começo.
Exigir educação e respeito em um país em que a maioria das pessoas tem um QI baixo, e quase nula escolaridade, é missão impossível !