Mercedes matou a sigla EQ e colocou tecnologia de videogame no painel do novo GLA; entenda a virada
SUV compacto herda a vaga do EQA, adota plataforma MMA e recupera 270 km de autonomia em dez minutos de recarga, diz a fabricante
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 04/08/2026 às 09h00
A Mercedes-Benz apresentou a terceira geração do GLA, que estreia com versões 100% elétricas e assume um papel maior do que o de simples sucessor: o SUV compacto herda a vaga do EQA e sepulta a sigla EQ, criada pela marca para separar seus modelos a bateria. As encomendas abriram na Alemanha em 30 de julho, e as primeiras entregas estão previstas para novembro.
Os motores a combustão só chegam no primeiro semestre de 2027 e não em configuração convencional: serão híbridos leves de 48 V. A Mercedes-Benz do Brasil não confirmou planos para o modelo no país.

O GLA passa a usar a plataforma MMA, a mesma do CLA e do novo GLB, e adota uma silhueta mais rebaixada. O carro ficou 2 cm mais baixo, cresceu 6,1 cm entre-eixos, chegando a 2,79 m, e ganhou bitolas traseiras mais largas. O comprimento é de 4,57 m, e o coeficiente aerodinâmico caiu para 0,27, segundo a fabricante.
O porta-malas leva 410 litros, 70 a mais que o do EQA, e chega a 1.400 litros com os bancos traseiros rebatidos. As versões elétricas ganham ainda um compartimento dianteiro (frunk) de 107 litros, e as configurações 4MATIC rebocam até 2 toneladas.

Três telas sob um único vidro
Por dentro, o destaque é o MBUX Superscreen, opcional que reúne até três telas sob uma mesma superfície de vidro: o painel digital de 10,25″, a central de 14″ e um terceiro visor dedicado ao passageiro da frente. O conjunto roda o sistema MB.OS, com inteligência artificial generativa, e recorre a recursos gráficos do tipo empregado no desenvolvimento de videogames.

800 volts e 270 km em dez minutos
A arquitetura elétrica de 800 volts permite recarga em corrente contínua de até 320 kW, capaz de recuperar até 270 km de autonomia em dez minutos, de acordo com a marca. Em corrente alternada, o carregador de bordo é de 11 kW, com 22 kW como opcional.
A linha estreia com três versões. A GLA 200 electric tem 224 cv e bateria LFP de 58 kWh. A GLA 250+ electric sobe para 272 cv, adota pacote NMC de 85 kWh e é a mais eficiente do trio, com até 657 km no ciclo WLTP. No topo, a GLA 350 4MATIC electric combina dois motores e tração integral, entrega 354 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos e percorre até 643 km. As três param nos mesmos 210 km/h. Uma quarta configuração, com bateria NMC de 71 kWh, entra na lista no início de 2027.
Na Alemanha, os preços partem de 48.599 euros na GLA 200, passam por 54.978 euros na GLA 250+ e chegam a 58.107 euros na GLA 350 4MATIC. O híbrido leve de 2027 usará um 1.5 turbo de quatro cilindros com motor elétrico de 30 cv integrado a um câmbio de dupla embreagem e oito marchas, alimentado por bateria de 1,3 kWh.
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