MG Motors confirma fábrica no Ceará e planeja carros flex nacionais para o Brasil

Ao lado da sua primeira fábrica na América do Sul, no Ceará, a montadora confirma motorização flex adaptada às necessidades do mercado brasileiro

mg4 ev urban prata frente parado
MG Motors iniciará a produção nacional no Ceará e terá futuros modelos equipados com tecnologia flex (Foto: MG Motors | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 01/07/2026 às 11h00

A MG Motor confirmou que desenvolverá veículos com tecnologia flex para o mercado brasileiro, ampliando sua estratégia no país para além dos modelos 100% elétricos. O anúncio foi feito na última quinta-feira (25), em Fortaleza, ao lado da confirmação da primeira linha de produção da marca na América do Sul, que funcionará na Pace (Planta Automotiva do Ceará), em Horizonte (CE), em parceria com a Comexport.

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O projeto prevê investimento de R$ 400 milhões, sendo mais de R$ 60 milhões destinados à adaptação e modernização da linha de montagem e R$ 340 milhões à pesquisa, desenvolvimento e inovação. A expectativa é produzir 50 mil veículos nos próximos quatro anos e gerar cerca de 600 empregos diretos e indiretos. A produção deve começar em outubro de 2026.

A manufatura nacional terá início com o hatch elétrico MG4 Urban e o SUV MG S5, ambos totalmente elétricos. O principal destaque, porém, é a confirmação de que a marca desenvolverá modelos flex voltados às necessidades do mercado brasileiro, numa segunda etapa do plano. A fabricante ainda não informou quais veículos receberão a tecnologia nem se ela será aplicada a motores a combustão, híbridos convencionais ou híbridos plug-in.

A decisão representa uma adaptação às características do mercado nacional, onde o etanol segue como aliado importante da eletrificação. Com a produção local, a MG também espera reduzir custos logísticos, ampliar a oferta e tornar seus modelos mais competitivos, sobretudo fora dos grandes centros urbanos.

Embora a montadora não tenha detalhado a motorização, a revista Autoesporte aponta como prováveis candidatos dois conjuntos híbridos. Um deles seria um PHEV (plug-in), que combinaria um motor 1.5 turbo a uma máquina elétrica e a uma bateria de 24,7 kWh, com potência combinada de 339 cv. O outro seria um HEV (híbrido pleno), unindo o mesmo 1.5, desta vez aspirado, a um motor elétrico de menor potência, para 224 cv no conjunto.

Instalada em Horizonte, a Pace opera em modelo multimarcas e já abriga a produção de elétricos da General Motors, como o Chevrolet Spark EUV e o Captiva EV, desde o fim de 2025. Controlada pela chinesa SAIC, que comercializou mais de 4,5 milhões de veículos em 2025, a MG vê o Brasil como polo estratégico da eletrificação na América Latina.

A marca também afirma investir em novas tecnologias de baterias, incluindo soluções semissólidas para ampliar autonomia e densidade energética, mas ainda não há previsão para a chegada dessas células ao país.

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