BYD intensifica estratégia de processar influenciadores que criticam a marca
Montadora chinesa recorre a equipe jurídica para barrar conteúdos na internet que julga como difamatórios e imprecisos
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 01/07/2026 às 10h00
Atualizado em 01/07/2026 às 10h22
A BYD obteve uma nova leva de decisões favoráveis na Justiça chinesa contra influenciadores automotivos que, segundo a montadora, disseminaram informações falsas sobre a marca. A punição mais pesada recaiu sobre o canal “Tiger Wolf Talks Cars”, condenado a pagar 210 mil yuans – cerca de R$ 160 mil – por danos à imagem da empresa e obrigado a publicar um pedido público de desculpas.
Em decisões de primeira instância, os perfis “Zhengren Talks Cars” e “Solid-State Batteries Are Here” foram condenados a 100 mil yuans cada, o equivalente a aproximadamente R$ 76 mil. Outras contas também foram penalizadas: a “987 Crazy Dad” deverá pagar 85 mil yuans (cerca de R$ 65 mil) por alegar defeitos de qualidade nos produtos, e a “Xiaoyu Doesn’t Understand Cars”, 55 mil yuans (cerca de R$ 42 mil) por acusações de fraude em vendas e finanças. Os perfis “Hippo War God” e “Zhang Bin Plays Off-Road” foram condenados a publicar retratações.
A ofensiva integra o que a BYD descreve como política de tolerância zero a conteúdos que classifica como manipulados. A companhia afirma ter confrontado alegações sobre qualidade, desempenho de baterias e dados financeiros com registros técnicos e operacionais antes de acionar o Judiciário. Para reforçar o combate, mantém um programa de recompensas que varia de 50 mil a 5 milhões de yuans a quem apresentar provas de campanhas pagas de desinformação.
As condenações se somam a um histórico recente de judicialização. Em junho de 2025, o departamento jurídico da marca informou ter processado 37 influenciadores por difamação e colocado outras 126 contas sob monitoramento. Em maio de 2026, a montadora venceu em segunda instância a ação contra o blogueiro “Long Ge Talks EVs”, condenado a pagar 2 milhões de yuans (cerca de R$ 1,52 milhão) e a se retratar – uma das maiores indenizações já registradas no país em casos do tipo.
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É por isso que devemos nos ater a falar de carro elétrico e não de sua origem. Podemos debater idéias e usar dados estatícos comprovados.
Eu mesmo prefiro por enquanto não ter carro elétrico, pois acho tudo muito novo… quero esperar como vai ser daqui uns 10 anos o mercado de reparação independente e a revenda e a troca de banco de baterias, ou caso de acidente troca da célula defeituosa.
Tomara que o futuro daqui uns 10 anos seja ótimo.
Curioso como crítica é tratada como “desinformação”.
Não nego que em algum momento possa haver alguém que fale algo com má-fé para prejudicar a empresa, mas é um absurdo transformar isto em caçada contra qualquer um que faça alguma crítica.
Se eles tanto têm dados que refutam as críticas, por que não divulgam esses dados? Preferem ir à Justiça (SUPOSTAMENTE isenta) para sufocar os críticos com pesadas indenizações.
Aqui nas nossas redes sociais, se fizer qualquer comentário que não seja elogiar carro chinês, aparecem “trocentos” defensores, dizendo que se tá falando mal do carro é porque é pobre e invejoso…rsrsrs
