Montadoras chinesas estão proibidas de venderem carros baratos de mais; entenda
Medida do governo da China busca evitar guerra comercial em que marcas vendem carros abaixo do preço de custo só para roubar clientes da concorrência
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 13/02/2026 às 08h00
Atualizado em 13/02/2026 às 08h13
A China proibiu montadoras de venderem veículos abaixo dos custos reais de produção, em uma medida drástica para estancar a guerra de preços que prejudica o maior mercado automotivo do mundo. As novas diretrizes, divulgadas em 12 de fevereiro pela Administração Estatal de Regulação do Mercado, marcam a intervenção mais assertiva de Pequim para corrigir distorções no setor.
A regulamentação fecha o cerco contra a “contabilidade criativa” ao adotar uma definição ampliada de custo. A partir de agora, o cálculo deve incluir despesas industriais, administrativas, financeiras e de marketing, eliminando brechas usadas para maquiar práticas predatórias. O texto também veta o conluio de preços entre fabricantes e proíbe que montadoras forcem concessionárias a operar no vermelho através de sistemas punitivos de metas.
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O movimento regulatório responde a uma guerra corporativa. A disputa desenfreada por fatias de mercado, embora tenha impulsionado a BYD, levou à falência marcas emergentes como WM Motor, HiPhi e Evergrande Auto. O efeito colateral atingiu até as gigantes: a BYD viu suas vendas despencarem 30% em janeiro de 2026 na comparação anual, após fechar 2025 com retração nos lucros trimestrais.
A asfixia financeira desceu a cadeia produtiva, gerando uma crise de liquidez entre fornecedores que enfrentaram inadimplência bilionária. A intervenção estatal surtiu algum efeito: desde meados de 2025, o prazo médio de pagamento a fornecedores recuou para 54 dias, segundo dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.
Além da tabela de preços, a nova regra mira a tecnologia. Plataformas online atuarão como monitores em tempo real e haverá maior rigor sobre veículos definidos por software, proibindo, por exemplo, que recursos testados gratuitamente sejam convertidos em assinaturas pagas sem clareza prévia.
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É inpressionante como o Autopapo defende despudoradamente os interesses da indústria… quer dizer que preço baixo é ruim para nós simples mortais?
De mais? Aí é demais mesmo!
