Morador bate carro de R$ 205 mil na garagem e culpa síndica: “Tomado pela fúria”

Dono de carro avaliado em R$ 205 mil disse estar "tomado pela fúria" e cobrou proteção nas colunas; síndica afirma que conflitos são antigos.

Morador bate carro em coluna de condomínio e culpa síndica em vídeo que viraliza
Motorista afirmou que administração deveria instalar proteção nas colunas da garagem e fez ofensas à síndica após o acidente (Foto: Reprodução | Redes Sociais)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 06/07/2026 às 07h00
Atualizado em 06/07/2026 às 07h37

Um morador de um condomínio no bairro Bigorrilho, em Curitiba, viralizou nas redes sociais ao gravar um vídeo (ao final do texto) em que responsabiliza a síndica pelos danos ao próprio carro, que ele havia acabado de colidir contra uma coluna da garagem. A publicação, reportada pelo GMC Online, repercutiu na terça-feira (30) e acumulou milhares de visualizações, alimentando um debate sobre a quem cabe arcar com o prejuízo.

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Nas imagens, feitas pelo próprio motorista logo após o acidente, ele afirma que a administração do condomínio deveria ter instalado espumas de proteção nas quinas das colunas da garagem para reduzir os danos em eventuais colisões. Segundo o morador, a síndica teria mencionado, em reunião, dispor de uma amostra desse material, que não teria sido instalado.

“Olha o que aconteceu com o meu carro 0 km. Acabei de bater nesta coluna. Todos os carros batem nesta coluna”, diz ele na gravação, em que se apresenta como “engenheiro pleno” e dirige uma série de ofensas à síndica. A alegação de que outros veículos já teriam colidido no mesmo ponto não foi confirmada pela administração do prédio.

Na legenda da publicação, o motorista afirma que o veículo, descrito por ele como “novinho”, é avaliado em R$ 205 mil e escreve estar “tomado pela fúria” e com uma “ira” que “não será controlada”. Ele ainda declara que pretende expulsar a síndica do condomínio, sem detalhar de que forma pretenderia fazê-lo.

Procurada, a síndica — que ocupa o cargo há 16 anos — afirmou que os desentendimentos com o morador são anteriores ao acidente. Segundo ela, em entrevista à RIC Record, o condômino vive sozinho, não tem familiares no prédio e costuma criar conflitos ligados à administração do edifício. Para ela, portanto, o episódio da garagem seria mais um capítulo de uma relação já desgastada, e não a origem do atrito.

Em situações como essa, especialistas em direito condominial ponderam que o condomínio só costuma ser responsabilizado por danos a carros na garagem quando há comprovação de falha ou negligência da administração — como ausência de manutenção ou de sinalização adequada nas áreas de circulação. Sem essa prova, avaliam, o custo do reparo tende a recair sobre o próprio proprietário do veículo, ainda que ele considere o espaço mal projetado.

Até a última atualização, não havia registro de que o caso tivesse sido levado formalmente à Justiça ou a uma assembleia de condôminos. O episódio foi divulgado inicialmente pela Banda B e repercutido por veículos de imprensa locais.

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