Motoristas pagam caro por tecnologia, mas preferem desligar os assistentes de condução
Um levantamento recente revela que boa parte dos condutores ignora itens como piloto automático e frenagem autônoma por achar que a eletrônica atrapalha
Publicado em 28/08/2026 às 11h00
A tecnologia embarcada nos veículos modernos evoluiu rapidamente, mas nem sempre o trabalho árduo das montadoras é 100% aproveitado por quem está ao volante. De acordo com uma pesquisa recente realizada pela Censuswide na Grã-Bretanha e repercutida por veículos especializados, uma fatia expressiva dos motoristas simplesmente opta por desligar os assistentes eletrônicos de segurança ou sequer aprende a utilizá-los no dia a dia.
O estudo aponta que mais de um quarto dos condutores nunca aciona o controle cruzeiro adaptativo, enquanto cerca de 20% ignoram sistemas fundamentais como a frenagem automática de emergência, além disso, quase 18% evitam o assistente de permanência em faixa. O motivo principal para essa rejeição é a sensação de que os alertas e intervenções automáticas ocorrem de maneira brusca, gerando mais incômodos do que soluções reais durante a condução urbana e rodoviária.
Outros recursos que costumam encarecer o valor final dos automóveis também sofrem com a falta de uso, maais de 17% dos proprietários que possuem head-up display (projetor de dados no para-brisa) jamais ativam o equipamento, e uma parcela considerável admite desconhecer o seu funcionamento. O seletor de modos de condução segue a mesma tendência de baixa popularidade no cotidiano.
Em contrapartida, os recursos de conectividade e conveniência continuam liderando a preferência absoluta nos carros novos. O protocolo Bluetooth para integração de smartphones, a câmera de ré e as centrais de navegação lideram com folga o topo da lista de itens mais valorizados e utilizados de forma contínua pelos motoristas, mostrando que a simplicidade conectada ainda agrada muito mais do que os sistemas autônomos complexos, e que às vezes acabam mais atrapalhando, do que ajudando.
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O consumidor, sem respaldo, paga caro porque os fabricantes cobram caro e a imprensa automobilística, na sua maioria, “enfeita o pavão” declarando como vantagem a presença desses componentes o que os tornou quase obrigatórios nos automóveis, questão puramente de concorrencia de mercado.
Dessa parafernália, a meu ver, só há vantagem em aviso de tráego cruzado e limitador de velocidade, o resto é pura invencionisse que uns espertos estão empurrando goela a baixo dos consumidores.
Meu carro, apesar de novo, não tem nada disso. Ponto para o Tiggo 7 Sport que tem freios a disco nas quatro rodas, controle de estabildade e tração retrovisor eletrocrômico, suspensão independente nas quatro rodas, seis airbags e nenhuma dessas baboseiras, permitindo que eu dirija sem intromissão de automatos ridículos e irritantes.
Para mim são importantes a frenagem automática de emergência, alerta de colisão e piloto automático adaptativo (este para uso esporádico em longas viagens, ajudam a descansar as pernas).
Dispenso totalmente o assistente de faixas e park assist.
Outra coisa que nunca uso é a troca de marchas na borboleta, pois os câmbios AT mais modernos são inteligentes e reduzem no freio-motor ao identificar descidas com frenagem.
