Nissan encerra a Frontier no Brasil após queda de 45% nas vendas em 2025
Picape média deixa a linha após 5.091 unidades em 2025, queda de 45%; substituta será a Frontier Pro híbrida plug-in chinesa
Publicado em 31/08/2026 às 08h00
A atual geração da Nissan Frontier saiu de linha no Brasil. Segundo o site Motor1.com Brasil, que noticiou o encerramento em 29 de agosto, a picape média deixou de constar na lista de veículos novos do site oficial da marca. A substituta já está definida: a Frontier Pro, híbrida plug-in desenvolvida na China.
A saída vinha sendo desenhada desde o fim de 2025, quando a Nissan encerrou a produção em Santa Isabel, na Argentina, e transferiu a fabricação para o México. O desempenho comercial explica o resto: em 2025 a Frontier registrou 5.091 emplacamentos, queda de 45% sobre as 9.258 unidades de 2024. No mesmo ano, a Toyota Hilux fechou com 49.721 unidades, a Ford Ranger com 34.047 e a Chevrolet S10 com 31.451.
Em 2026, com os estoques minguando, o ritmo desabou. Julho terminou com 34 unidades, menos que as 42 da BYD Shark no mesmo mês.
| Período | Emplacamentos |
|---|---|
| 2025 (ano completo) | 5.091 |
| Janeiro/2026 | 99 |
| Fevereiro/2026 | 83 |
| Março/2026 | 306 |
| Abril/2026 | 171 |
| Maio/2026 | 186 |
| Junho/2026 | 123 |
| Julho/2026 | 34 |
| Acumulado 2026 (jan-jul) | 1.002 |
Substituta vem da China

A Frontier Pro é produzida pela Zhengzhou Nissan Automobile, joint venture entre Nissan e Dongfeng, e deriva da Dongfeng Z9. Não é uma evolução da picape que sai de cena. Unidades foram flagradas no Porto de Santos, em fevereiro, para testes e homologação, e em abril a Nissan confirmou o modelo na estratégia de expansão para a América Latina.
O conjunto combina motor 1.5 turbo a gasolina e propulsão elétrica, com mais de 400 cv e cerca de 81,6 kgfm. Segundo a fabricante, a bateria permite até 135 km apenas em eletricidade pelo ciclo chinês. São 5,5 m de comprimento, 1,96 m de largura, 1,95 m de altura e 3,30 m de entre-eixos, com bloqueio eletromecânico do diferencial traseiro. Na cabine, quadro de instrumentos digital de 10 polegadas, multimídia de 14,6 polegadas e função V2L de até 6 kW.
A Frontier que se despede manteve até o fim o 2.3 biturbodiesel de 190 cv e 45,9 kgfm, com câmbio automático de sete marchas e tração 4×4.
Picapes médias a caminho da eletrificação
A troca ocorre num segmento em transição. A BYD Shark foi a primeira a apostar no conjunto turbo mais elétrico com tração integral no país, ainda com volume discreto. A próxima Volkswagen Amarok também será eletrificada, sobre projeto da chinesa SAIC. Para a Nissan, a aposta envolve recuperar relevância num nicho onde perdeu metade das vendas em um ano, com um produto sem relação técnica com a picape que os brasileiros conheceram.
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