Nova regra de garantia da BYD pode atrapalhar quem roda muito com carros elétricos e híbridos

Fabricante chinesa atualiza diretrizes e estabelece limites específicos de rodagem para manter a cobertura de baterias, motores e sistemas de alta tensão

Concessionario 200 BYD 2
Na maioria dos casos, há novo limite de quilometragem para que a garantia dos BYD continue valendo (Foto: BYD | Divulgação)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 11/05/2026 às 17h00

A BYD do Brasil atualizou as regras de garantia para sua linha de veículos elétricos e híbridos, introduzindo restrições de quilometragem que diferenciam o uso particular do profissional. A nova política estabelece que, para carros de passeio de uso privado, a cobertura geral é de seis anos ou 200 mil km – o que acontecer primeiro. No entanto, para motoristas que utilizam o veículo para fins comerciais — como em serviços de transporte por aplicativo —, o teto de rodagem cai para 100 mil km, mantendo-se o prazo temporal de seis anos.

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!
Seguir AutoPapo no Google

A mudança vale para unidades vendidas a partir de agora e ocorre em um período de consolidação da marca chinesa no mercado nacional e afeta diretamente modelos de alto volume, como o Dolphin e o Seal. Apesar da restrição na garantia geral, a fabricante manteve a proteção estendida para a bateria de alta tensão e o motor elétrico: são oito anos ou 200 mil km de cobertura, independentemente da finalidade de uso. Em termos técnicos, a BYD define como padrão de normalidade a retenção de ao menos 60% da capacidade original de carga da bateria durante este período.

VEJA TAMBÉM:

Prazos específicos por componentes

A nova diretriz detalha prazos distintos para componentes periféricos e sistemas de alta tensão. Enquanto o uso particular desfruta de coberturas mais longas, veículos comerciais enfrentam reduções que limitam a garantia da central multimídia a apenas 12 meses, por exemplo. Componentes de suspensão e direção são cobertos por três anos ou 60 mil km no uso particular, enquanto itens de desgaste natural, como pastilhas de freio e filtros, têm garantia restrita a seis meses ou 10 mil km.

Para assegurar a validade da cobertura, a BYD reforça a obrigatoriedade das revisões periódicas em sua rede autorizada. A montadora alerta que a instalação de acessórios não homologados ou a realização de reparos em oficinas externas resulta no cancelamento imediato da garantia, ressaltando a necessidade de preservar a integridade técnica dos sistemas eletrônicos dos veículos.

Newsletter
Receba diariamente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram
Siga no

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
4 Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Gustavo 12 de maio de 2026

O que é 100mil km para um motorista de aplicativo? Vai ter muito destes que nunca mais voltarão a comprar essas bombas chinesas? Saudades daqueles GM que faziam 600mil só trocando óleo, filtro e discos de freios.

Avatar
Tiburtino Lacerda 12 de maio de 2026

Acho que ainda está de bom tamanho! Nos anos 60, quando a gente comprava um Fusca, a garantia dele, dizia bem claro: garantido por SEIS MESES ou DEZ MIL QUILÔMETROS, o que vencer primeiro!

Avatar
Rodolfo 12 de maio de 2026

Se você é do tipo de pessoa que troca de carro antes de acabar a garantia, tudo bem… mas se não for cuidado!

Avatar
Rodolfo 12 de maio de 2026

O que é 100.000 km para um taxista ou Uber?
Conheci um taxista que rodou 800.000 km com um Chevrolet Omega 2.2-L e enjoou dele e o vendeu sem ter que abrir o motor dele.

Avatar
Deixe um comentário