Novo BYD Dolphin Mini revela banco com massagem e porta-malas sob o capô
Após terem sido revelados mais detalhes, a segunda geração do hatch elétrico mostra novos equipamentos antes do início das vendas na China
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 02/10/2026 às 18h00
A segunda geração do Dolphin Mini, vendido na China como BYD Seagull, teve mais detalhes do interior revelados antes da estreia no mercado chinês. O hatch elétrico terá banco do motorista com função de massagem, iluminação ambiente multicolorida e uma tela flutuante que acumula as funções de painel de instrumentos e central multimídia.

A tela adota um desenho dividido em proporção 3/7. À esquerda, no lugar do quadro de instrumentos, ficam informações como velocidade, marcha, autonomia, consumo de energia e modos de condução. A área maior, à direita, é destinada a funções de entretenimento, como navegação e música.
Os bancos dianteiros têm ajustes elétricos, e o do motorista acrescenta a função de massagem. O modelo também terá dois compartimentos de armazenamento sob os bancos da segunda fileira e saída de ar traseira com ajuste para os passageiros.
Os botões magnéticos “mágicos” da BYD também estarão disponíveis.

Tração traseira e porta-malas sob o capô
A mudança mais profunda está sob a carroceria. O motor elétrico passou da dianteira para o eixo traseiro, o que transformou o compacto em um carro de tração traseira e liberou espaço para um compartimento de 94 litros sob o capô.
O porta-malas chega a 1.380 litros com os bancos traseiros rebatidos. Atrás, o eixo de torção deu lugar a uma suspensão independente do tipo multibraço.
O novo motor tem 129 cv, ante os 75 cv do Dolphin Mini vendido hoje no Brasil, e eleva a velocidade máxima a 150 km/h.
Há duas opções de bateria, de 30 kWh e 39,2 kWh, com autonomia de 320 km a 420 km no ciclo chinês CLTC. No ciclo europeu WLTP, mais rigoroso, os números ficam entre 262 km e 344 km. A versão nacional atual tem 280 km pelo Inmetro.

O carro também cresceu: são 4,21 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de entre-eixos. Entre os opcionais está um LiDAR instalado no teto, integrado ao pacote de assistência à condução DiPilot 300, chamado pela BYD de “Olho de Deus B”.
A imprensa chinesa especula ainda que ele adote a recarga ultrarrápida da marca, de 10% a 97% em nove minutos, o que a BYD não confirmou.
Rival já vendido no Brasil
O novo Seagull terá como rival direto o Geely EX2, hoje o carro mais vendido da China. O CarNewsChina estima que o modelo da BYD custará menos de 100 mil yuans (cerca de R$ 78 mil) por lá.
A geração atual é vendida no país asiático entre 69,9 mil e 85,9 mil yuans (de R$ 54,4 mil a R$ 66,8 mil) e teve queda de 66,5% nas entregas de janeiro a agosto.

O EX2 também é vendido no Brasil desde novembro de 2025, com preços de R$ 123.800 a R$ 136.800, e disputa clientes diretamente com o Dolphin Mini montado em Camaçari (BA).
Ainda não se sabe se todos esses equipamentos estarão na versão brasileira, prevista para 2027 e ainda sem preço definido.
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