Novo Dolphin Mini cresce, ganha 129 cv e chega ao Brasil em 2027
Com motor e tração traseiros, suspensão multilink e porta-malas dianteiro, compacto passa a dividir o entre-eixos de 2,65 m com o Geely EX2
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 28/09/2026 às 14h00
A segunda geração do BYD Dolphin Mini, conhecido como Seagull na China, teve mais detalhes revelados às vésperas de seu lançamento. Maior e agora com motor traseiro, o modelo deve ser lançado oficialmente nas próximas semanas e tem chegada ao Brasil prevista para o fim de 2027.
O novo compacto cresceu e ganhou mudanças importantes na mecânica. O motor elétrico passa para o eixo traseiro, e o modelo adota tração traseira. O propulsor TZ164XYB, produzido pela própria BYD, terá 129 cv, ante 75 cv do atual, enquanto a velocidade máxima sobe de 130 km/h para 150 km/h.

A adoção do motor traseiro também permitirá a criação de um porta-malas dianteiro. Outra mudança está na suspensão traseira, que deixa o eixo de torção para adotar uma arquitetura independente multilink. As rodas passam a ser de 16 polegadas, com pneus 205/60.
A bateria, de fosfato de ferro-lítio (LFP), é fornecida pela FinDreams, divisão de baterias da BYD, e terá duas opções: 30 kWh e 39,2 kWh, com autonomia de 320 km e 420 km no ciclo chinês CLTC, respectivamente. Todas essas informações constam dos registros do MIIT e ainda devem ser confirmadas pela BYD no lançamento.
Mais perto do Geely EX2
Segundo os dados do MIIT, o novo Dolphin Mini terá 4,21 m de comprimento, ante 3,78 m do atual, 1,81 m de largura e entre-eixos de 2,65 m, ante 2,50 m. Na China, passará a levar cinco pessoas, e não mais quatro. As novas medidas aproximam o modelo do Geely EX2, que tem 4,14 m de comprimento e o mesmo entre-eixos.
O rival, vendido na China como Xingyuan, é hoje apontado como o carro mais vendido do país. Em agosto, somou 39.651 unidades no mercado chinês, quase quatro vezes as 10.103 unidades do Seagull, segundo dados compilados pelo site CarNewsChina.

Sem quadro de instrumentos
Por dentro, a principal novidade é a ausência do quadro de instrumentos. Velocímetro, autonomia e hodômetro serão exibidos na central multimídia, que ficará maior, fixa e posicionada no topo do painel. O seletor de marchas vai para a coluna de direção, e os comandos físicos foram reorganizados em uma fileira abaixo das saídas de ar centrais.
Uma das versões registradas prevê, como opcional, sensor LiDAR no teto, associado ao sistema de assistência à condução God’s Eye B.
O visual foi completamente renovado, mas mantém a identidade do modelo. A dianteira ganhou novo para-choque e novos faróis, enquanto a lateral traz nova coluna C e aplique plástico maior.
No Brasil, a chegada do novo modelo deve ocorrer no fim de 2027. A nova geração não substituirá o atual Dolphin Mini, produzido em Camaçari (BA): as duas vão conviver na linha da BYD, abaixo do Dolphin GS.


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