Novo BYD Dolphin Mini vem ao Brasil em 2028 com 129 cv e porte de compacto
Hatch elétrico crescerá 42,5 cm e quase dobrará a potência; chega em 2028 sem aposentar a versão atual, que segue como opção de entrada
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 16/07/2026 às 20h00
A BYD confirmou que trará ao país a nova geração do Dolphin Mini, hatch vendido na China como Seagull e que passará por uma transformação significativa. O anúncio foi feito por executivos da marca no Brasil, poucos dias depois de o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China revelar as primeiras imagens e especificações do carro, no último dia 10.

A estratégia, porém, não é de substituição. Prevista para desembarcar por aqui a partir de 2028, a nova geração conviverá com o Dolphin Mini atual. Enquanto a versão de hoje seguirá como porta de entrada — fabricada em Camaçari (BA) e ainda no posto de elétrico mais vendido do varejo nacional, com mais de 14 mil unidades emplacadas apenas no primeiro trimestre de 2026 —, a inédita subirá um degrau no portfólio, de olho em um público disposto a pagar mais por espaço, tecnologia e desempenho.

E as mudanças vão muito além do visual amadurecido. Com 4,20 metros de comprimento, 1,81 m de largura e 2,65 m de entre-eixos, o novo hatch cresce 42,5 cm no comprimento e 15 cm no entre-eixos em relação ao atual, deixando de ser um subcompacto para assumir dimensões de compacto. Não por acaso, o porte praticamente se iguala ao do rival Geely EX2, elétrico que virou um adversário incômodo para a marca: os dois dividem os mesmos 2,65 m de entre-eixos, e o BYD supera o concorrente em cerca de sete centímetros de comprimento.
O ganho de fôlego também é evidente — o conjunto passa a render 129 cv, ante os 75 cv de hoje e os 116 cv do EX2 comercializado no Brasil —, enquanto a velocidade máxima homologada sobe de 130 km/h para 150 km/h. Por fora, o desenho é inédito e mais fluido, e a BYD abre mão de uma de suas marcas registradas: as lanternas deixam de ser interligadas.

Apesar da confirmação da vinda, detalhes decisivos seguem sob sigilo — entre eles, a capacidade da bateria, a autonomia e o preço para o mercado brasileiro. Os registros chineses confirmam apenas o uso da química LFP (fosfato de ferro-lítio), a mesma da família Blade da BYD. Com o novo tamanho, o Dolphin Mini se aproxima do Dolphin convencional, modelo imediatamente acima na gama e oferecido em versões como GS e Plus, o que reforça a ofensiva da fabricante para ocupar diferentes faixas de preço e tamanho no segmento. Vendido como Dolphin Surf na Europa e Atto 1 em parte da Ásia, o Seagull se firmou como um dos campeões globais de vendas da BYD desde a estreia, em 2023.
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muito lindo !!!!!!!
